GENEALOGIA BRASILEIRA
Estado do Rio de Janeiro - Povoadores da Região Serrana

Família ALVES NOGUEIRA

                               Lênio Luiz Richa (lenioricha@yahoo.com.br)

 

 

          Francisco Alves ou Álvares Nogueira, já f. 1824, chegou a Cantagalo, Estado do Rio de Janeiro, Brasil, no final do Século 18, foi vereador e recebeu, em 1803, uma sesmaria de meia légua em quadra, no Córrego de Santo Antônio, afluente do Rio Grande (vizinha à do alferes Francisco de Paula Viana), onde fundou a Fazenda Santo Antônio do Rio Grande e, em 1821, ainda era fazendeiro na região. Em 1803, já era cc. Ana Maria da Encarnação ou da Costa, f. sem testamento em 1814, na citada fazenda, com 45 anos.
          C. 2ª vez com a viúva Caetana Josefa da Conceição, n. cerca de 1805, f. 1846, São Sebastião do Alto (a qual enviuvando, c. 3ª vez, 1835, com o major Joaquim José Machado Botelho, que alterou o nome da mesma fazenda, que foi herdada por Caetana, para Monte Verde, o qual também já era viúvo de Joaquina Cândida Botelho), f. de José dos Santos Leal e Maria Rosa de Jesus, sem geração desta (AP, HB e MB.114).
          Podem ter sido seus descendentes:

1.1 Francisco Alves ou Álvares Nogueira (hipótese, vide Nota nº 2, no rodapé), que 1855 fez o registro de terras que possuía desde 1823 em São Francisco de Paula e, em 1826, vendeu o Sítio Espinho (vizinho ao capitão Manuel Joaquim da Silva Freire, a João Lopes Martins e a João Antônio de Moraes), no Rio Grande, em São Francisco de Paula, a Luís Chevrand (AP).

1.2 Domingos (Alves?) Nogueira (hipótese), cc. Delfina Alves, com pelo menos (DBB):

2.1 Joaquim Alves Nogueira, n. 1830, São Cristóvão de Candemil, Conselho de Amarante, Porto, c. 1866, com Deolinda Teixeira Portugal, n. Santa Maria Madalena, RJ, e foram morar em Cataguases, MG, f. de Manuel José Teixeira Portugal e Isabel Maria de Jesus.

2.2 Custódio Alves Nogueira (hipótese), cc. Teresa Alves Nogueira, com pelo menos (AT e Ig):

3.1 Joaquim Alves Nogueira, provavelmente o comerciante do mesmo nome que em 1910, com 38 anos, foi testemunha de casamento em Três Irmãos, comprou a Fazenda da Barra, no 4º distrito de Cantagalo, no caminho que vai para Itaocara (banhada pelo Rio Grande, que desce de Rio Grandina), de João Gerck, suíço, e de sua esposa, cc. Maria Alves Nogueira, com pelo menos (AT, EPC e Ig):

4.1 Antônio Nogueira, lavrador, cc. Ossimir de Carvalho Nogueira, fluminenses, f. de João Teixeira de Carvalho e Benedita Villemen de Carvalho, com pelo menos (Ig):

5.1 Zuleica, n. Três Irmãos, registrada em Portela, RJ, cc. Mozart Martins, com geração. (Ig e informação gentilmente enviada pela Sra. Maria da Conceição Rocha Barros, n. Três Irmãos).

4.2 Manuel Alves Nogueira Sobrinho, n. cerca de 1892, RJ, c. 1916, Três Irmãos, com Clara Maria de Azevedo, n. por volta de 1895, RJ, f. de José Manuel de Azevedo e Margarida Rosa de Azevedo, todos residentes em Três Irmãos (Ig). 

4.3 Custódio Alves Nogueira Neto, n. cerca de 1890, RJ, vendeu parte da Fazenda Barra, e comprou a Fazenda Santo Antônio e o Sítio Chácara, em Três Irmãos, onde c. 1910, com Ana Maria de Jesus de Azevedo Nogueira, n. por volta de 1890, RJ, f. de José Manuel de Azevedo e Margarida Rosa de Azevedo, todos residentes em Três Irmãos, onde o casal deixou grande geração.
          Foram testemunhas do casamento: João Alves Nogueira, 35 anos, lavrador, Hipólito Manhães de Azevedo, 28 anos, lavrador, residentes em Três Irmãos e Claudino Rafael Rocha, 33 anos, fotógrafo. Também assinaram os convidados: Manuel Alves Nogueira e Claudino Nogueira da Rocha (AT, EPC e Ig).

4.4 João Alves Nogueira (hipótese), n. cerca de 1875, lavrador, testemunha do casamento do item anterior. (Ig)

4.5 Claudina Nogueira da Rocha (hipótese), que também assinou o registro do casamento acima.

3.2 Manuel Alves Nogueira (hipótese), 26 anos, negociante, foi testemunha do casamento de Ramiro José Pimenta, em Euclidelânda, em 1895, possivelmente o convidado do mesmo nome que assinou o registro do casamento do senhor Custódio, acima (EPC e Ig).

2.3 Joaquim Alves Nogueira (hipótese), tinha terras no Cabuçu, Itaboraí, em 1855 (vizinho de Josino Alves Nogueira), por compra a Emiliana Rosa do Amor Divino e, ainda, outras terras herdadas da sua mãe Maria Lúcia de Jesus, vizinhas ao seu próprio aforamento (que foi da falecida Joaquina Maria da Conceição), e ao falecido Manuel Alves Nogueira (AP).

2.4 Josino Alves Nogueira (hipótese), vizinho de Joaquim Alves Nogueira, anterior.

2.5 Manuel Alves Nogueira (hipótese), já f. 1855, que foi vizinho de Joaquim Alves Nogueira, acima.

2.6 João Alves Nogueira (hipótese), já f. 1854, deixou terras em “Mataruna?”, Araruama, para os seus filhos, registradas em 1854 pelo tutor dos mesmos, Silvestre José Machado.

 

Nota nº 1:

A genealogia desta família não está ainda perfeitamente pronta, trata-se, apenas, de um protótipo inicial, para que possamos terminá-la juntamente com os amigos genealogistas. Esclarecemos que os nomes dos mais mais antigos aparecem nos documentos, tanto como Alves, quanto como Álvares.

Nota nº 2:

O nome "Espinho", do sítio, talvez seja uma homenagem à terra natal do seu fundador, que nesse caso seria a Vila de Espinho, perto da Cidade do Porto, em Portugal.

Nota nº 3:

Nesta família tivemos grande ajuda dos amigos, genealogistas, Darli Bertazzoni Barbosa, de Londrina, PR, Angeline Coimbra Tostes de Martino Alves, de Miracema, RJ, e Elaine Pinto da Cunha, de Nova Friburgo, RJ, bem como do prezado senhor Dimas Nogueira, de Três Irmãos, RJ, descendente de um dos ramos.

 

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