Estado do Rio de Janeiro - Povoadores da Região Serrana
HISTÓRIAS DE FAMÍLIA
BARDASSON, MADUREIRA CAMPOS, MACHADO DUTRA, VALLE, PILLOUD, ALLEGRE, ARAÚJO, TEIXEIRA PORTUGAL, ALVES MAIA e BARBOSA
DARLI BERTAZZONI BARBOSA, nascido em Londrina/PR, aos 06 de Maio de 1.958, Advogado da Caixa Econômica Federal. Diretor da Associação Nacional dos Advogados da CEF (darli.bertazzoni@londrina.net).
1.3. Segunda Geração no Brasil
Ernesto Bardasson (registrado como Ernesto Bardasol, retificado judicialmente para Ernesto Bertazzoni, autos 603/2003 da 1ª Vara de Família de Londrina/PR) era o terceiro filho de Antônio Bardasson (Bertazzoni Antônio Luigi). Casou-se, com 23 (vinte e três) anos de idade, com Amazília Valle, aos 04 de setembro de 1.924, às 12 horas, no Distrito de Ponte da Grama, mas conhecido como Vila da Grama, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ, tendo sido padrinhos os Senhores Alcebíades Nunes de Souza e Adamastor Leite (Lv B-03, fls. 195vº, termo 451, do 4º Distrito, transcrito, aos 19.07.2004, no Ufficio dello Stato Civile de Minerbe, Verona, Itália sob nº 11/II/C)). Ela tinha 18 anos e era filha de Alfredo Évia Valle e Eduviges Maria de Araújo.
Ernesto e Amazília tiveram juntos os seguintes filhos:
(1) Ormelindo nascido aos 15 de março de 1.925, na Fazenda São Caetano, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ (Lv A-12, fls. 100, termo 10, do 2º Distrito), foi batizado aos 04 de fevereiro de 1.926, Padrinhos Antônio Bardasson e N. S. das Dores (Lv 15, fls. 192, termo 768, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais); casou-se, na cidade de Londrina, aos 06 de junho de 1.948 com Rita Paulina do Val (Lv B-09, fls. 187, termo 2.748, do 1º Ofício), nascida aos 24 de abril de 1.930 em Monte Aprazível/SP, filha de Sebastião Alcides do Val e Anna Hummel (Lv A-11, fls. 084, termo 590), com quem teve 09 (nove) filhos: Dinair (Di, nasceu em Porecatu aos 03 de abril de 1.949), Ednéia (nasceu em Visconde de Imbé/RJ aos 25 de agosto de 1.951, onde foi batizada aos 08 de setembro de 1.951, como o nome de Dileia, padrinhos Ernesto Bardasson e Amazília Valle Bardasson – Lv 36, fls. 13, termo 372 da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais, e faleceu, aos cinco anos de idade, em Porecatu/PR), Maria das Graças (nasceu em Porecatu/PR à 1º de agosto de 1.953), Elevir (Vico, nasceu em Porecatu/PR), Ernesto (Golo, nasceu em Londrina/PR), Neide (nasceu em Londrina/PR, aos 29 de maio de 1.965), Sidney (nasceu em Londrina/PR, aos 17 de junho de 1.966), Claudemir (nasceu em Londrina/PR, aos 20 de outubro de 1.968) e Cristiano (nasceu em Londrina aos 08 de setembro de 1.973). Ormelindo tinha os olhos esverdeados; faleceu aos 22 de março de 1.988, também em Londrina, tendo sido sepultado no Cemitério Pe. Anchieta (Quadra 4-B, Sepultura 141);
(2) Orminda, nasceu aos 22 de novembro de 1.926, na Fazenda São Caetano, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ (Lv A-12, fls. 135, termo 32, do 2º Distrito), foi batizada aos 02 de novembro de 1.928, Padrinhos Alfredo Évia Valle e Anna Bardasson - Lv 16, fls. 392, termo 716, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais); ainda solteira se mudou para a cidade do Rio de Janeiro onde conheceu aquele que veio a ser o seu marido, Walter Peixoto da Silva, com quem teve 05 (cinco) filhos: Elson, Élio, Ernesto, Selma e Elzio (nasceu aos 03 de novembro de 1.962); tinha os olhos azuis; faleceu, no Rio de Janeiro, por volta de 1.969, vítima de câncer de mama;
(3) Belarmino, nasceu aos 27 de junho de 1.928
(Lv A-12, fls. 171-verso, termo 31, do 2º Distrito),
foi batizado aos 18 de dezembro de 1.928, indicando como tendo nascido aos 27 de
abril de 1.928, Padrinhos Alfredo Évia Valle e Eduviges Maria de Araújo - Lv
15, fls. 372, termo 1.485,
da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais) faleceu ainda criança;
(4) Armindo Vale Bardasson, possui dois assentos de nascimento, um indicando seu nascimento como sendo à 1º de agosto de 1.929 (Lv A-12, fls. 199, termo 18, do 2º Distrito) e ou outro como sendo aos 11 de setembro de 1.929 (Lv A-17, fls. 85, termo 1.012, do 2º Distrito), na Fazenda São Caetano, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ; ainda solteiro se mudou para a cidade do Rio de Janeiro/RJ onde se casou com Nilda de Mello com quem teve 07 (sete) filhos: Armando, Arlindo, Avani (nasceu aos 19 de julho de 1.957), José Carlos, Ronaldo (nasceu no Rio de Janeiro/RJ, aos 22 de março de 1.961), Amarildo (nasceu no Rio de Janeiro/RJ aos 28 de setembro de 1.962) e Avanilda (nasceu no Rio de Janeiro/RJ, aos 09 de abril de 1.967). Trabalhou desde muito moço até a sua aposentadoria na Leopoldina (Estrada de Ferro do Estado do Rio de Janeiro); tem os olhos castanhos escuros. Armindo faleceu na cidade do Rio de Janeiro/RJ aos 16 de maio de 2.002, vítima de enfarte;
(5) Alfredo Valle Bardasson, nasceu aos 09 de novembro de 1.931, na Fazenda São Caetano, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ (Lv A-17, fls. 85vº, termo 1.013, do 2º Distrito); ainda solteiro se mudou para a cidade do Rio de Janeiro e depois para Niterói/RJ, tendo se casado com sua prima Esmeraldina Bardasson Leite, filha de Benedicta Bardasson Leite e Samuel Armando Leite, com quem teve 07 (sete) filhos: Gilcemar (Gilson, nasceu aos 18 de abril de 1.955), Dinamar (Dina), Leidimar (Leidi), Leomar (Lelê, nasceu aos 08 de fevereiro de 1.959), Gildimar (Gildo, nasceu aos 20 de março de 1.961) Lucimar (Lúcia) e Rosemar (Rose); tem os olhos castanhos escuros; trabalhou muitos anos na Leopoldina (Estrada de Ferro do Estado do Rio de Janeiro) e foi também subdelegado no Distrito de Visconde de Itaboraí, no Município de Itaboraí;
(6) Miguel, faleceu aos 10 de outubro de 1.935
com 10 meses de idade;
(7) Ernesto Valle Bardasson, nasceu aos 25 de dezembro de 1.936, na Fazenda São Caetano, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ (Lv A-17, fls. 86, termo 1.015, do 2º Distrito); casou-se, em Porecatu/PR, com Edite da Cruz, nascida no ano de 1.937 na cidade de Assembléia/AL, irmã de Irene da Cruz, casada com Mariano Valle Bardasson; tiveram 07 (sete) filhos: Zilda, Cirso, Luiz, Antônio, Maria, Antonia (nasceu em Florestópolis aos 10 de fevereiro de 1.976) e Júlio; com o falecimento de Edith, no parto de Júlio, ocorrido em Café Norte/MT, passou a viver maritalmente com Marlene, com quem teve uma filha chamada Andréia; tem os olhos esverdeados;
(8) Eduviges Valle Bardasson, retificado
judicialmente para Eduviges Valle Bertazzoni (autos
603/2003 da 1ª Vara de Família de Londrina/PR
(minha mãe), nasceu aos 22 de setembro de 1.937, na Fazenda São Caetano,
Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ; foi
batizada com o nome de EDVIGES aos 08 de agosto de 1.938 na Freguesia de São
Francisco de Paula, por Antônio Bardasson (seu tio) e Marianna Izidória
Bardasson, sendo o celebrante o Pe. Antônio Francisco Maria, sendo que o livro
onde consta o seu assento de batismo encontra-se atualmente na Paróquia do
Sagrado Coração de Jesus, de Trajano de Morais/RJ (Lv. 024, fls. 045, termo 375);
seu assento de nascimento foi lavrado aos 23 de março de 1.944, indicando,
erroneamente, que teria nascido aos 22 de dezembro de 1.938 (Lv
A-17, fls. 86vº, termo 1.016, do 2º
Distrito, transcrito,
aos 19.07.2004, no Ufficio
dello Stato Civile de Minerbe, Verona, Itália sob nº 14/II/B),
tem os olhos castanhos escuros. Casou-se com Luiz Barbosa e juntos tiveram os
seguintes filhos, como adiante melhor especificados: Dória, Norival, Darli,
Dirce, Deomar, Luiz, Ernesto, Miguel, Valdecir, Waldir, Mônica e Renata;
(9) Maria Valle Bardasson, nasceu aos 18 de novembro de 1.940, na Fazenda São Caetano, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ (Lv A-17, fls. 86vº, termo 1.017, do 2º Distrito), foi batizada aos 13 de maio de 1.941, indicando como tendo nascido aos 18 de agosto de 1.940 - Lv 27, fls. 56, termo 231, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais); casou-se, aos 05 de março de 1.958, na cidade de Porecatu/PR, com João Batista do Valle (irmão de sua cunhada Rita Paulina do Val), filho de Sebastião Alcides do Val e Anna Hummel, com quem teve 05 (cinco) filhos: Maria Helena (nasceu 1.960, morreu aos 8 meses de idade); Israel (nasceu em Londrina aos 21 de setembro de 1.961, mecânico); Laércio (nasceu em Londrina aos 05.01.1963, fotógrafo); Osmar (nasceu em Londrina aos 13 de abril de 1.965, mecânico); e Paulo (nasceu em Londrina aos 04 de novembro de 1.967); tinha os olhos azuis; faleceu, em Londrina, aos 22 de julho de 1.989, vítima de atropelamento; foi sepultada no Cemitério da Saudade (Sepultura 46 da Quadra 45);
(10) Mariano Valle Bardasson, nasceu aos 18 de setembro de 1.942, na Fazenda São Caetano, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ (Lv A-17, fls. 03, termo 780, do 2º Distrito), foi batizado aos 14 de junho de 1.943, apontando como tendo nascido aos 18 de novembro de 1.942, Padrinhos Mário Victor e Ermelinda Bardasson - Lv 29, fls. 192, termo 169, termo 315, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais); casou-se, em 1.963, na cidade de Florestópolis/PR, com Irene da Cruz, alagoana, irmã de Edith da Cruz, casada com Ernesto Valle Bardasson; tiveram 07 (sete) filhos: Lúcia (mora na Itália desde 1.975), Luzinete (nasceu em Londrina aos 26 de outubro de 1.965, casou-se em Roma, aos 02 de julho de 1.991, com Fabio Tonnini, mora na Itália desde 1.975), Loremar (Lole), Isanete (Kika, nasceu em Londrina aos 04 de outubro de 1.968, casou-se em Roma, aos 27 de janeiro de 1.990, com Gabriele Pasqualetto, mora na Itália desde 1.983), Márcia, Márcio e Regina (nasceu aos 21 de janeiro de 1.975); com o falecimento de Irene, por enfarte, ocorrido em Londrina, aos 11 de novembro de 1.994 (Lv C-62, fls. 292vº, termo 24.675, do 1º Ofício), casou-se com Sheila Alves Lisboa, aos 02 de setembro de 1.995, com quem teve mais dois filhos: Milene e Marcelo (meu afilhado de batismo);
(11) Malvina Valle Bardasson, retificado judicialmente para Malvina Valle Bertazzoni (autos 603/2003 da 1ª Vara de Família de Londrina/PR), nasceu aos 07 de dezembro de 1.943, na Fazenda São Caetano, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ (Lv A-17, fls. 47, termo 905, do 2º Distrito, transcrito no Ufficio dello Stato Civile de Minerbe, Verona, Itália sob nº 21/II/B)), foi batizada aos 08 de setembro de 1.944, apontando como tendo nascido aos 08 de setembro de 1.943, Padrinhos Moacyr Madureira e Dinah Mello - Lv 31, fls. 11, termo 424, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais); casou-se, aos 10 de junho de 1.960, na cidade de Ibiporã/PR, com José Benedito Moreira (Lv B-20, fls. 256, termo 5865, transcrito, aos 19.07.2004, no Ufficio dello Stato Civile de Minerbe, Verona, Itália sob nº 14/II/C), com quem teve 06 (cinco) filhos: Joel, Lucilene (faleceu ainda criança), Lucinéia, Ednéia (nasceu aos 11 de fevereiro de 1976 - Lv A-126, fls. 59, termo 646, do 1º Ofício de Londrina, transcrito no Ufficio dello Stato Civile de Minerbe, Verona, Itália sob nº 20/II/B), Miguel e Ezequiel. Ainda solteira Malvina teve um filho com Olival da Cruz (irmão de suas cunhadas Irene e Edith), o qual, entretanto, ao nascer foi entregue para adoção. José Benedito Moreira faleceu, em Londrina, aos 11 de novembro de 1.996 (Lv C-65, fls. 253, termo 28117, do 1º Ofício de Londrina, transcrito no Ufficio dello Stato Civile de Minerbe, Verona, Itália sob nº 28/II/C);
(12) Sebastião Valle Bardasson, nasceu aos 26 de fevereiro de 1.946, na Fazenda São Caetano, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ (Lv A-17, fls. 208, termo 1.382, do 2º Distrito), foi batizado aos 13 de maio de 1.947, Padrinhos Percílio Pereira e Maria Sabina - Lv 33, fls. 67, termo 185, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais); casou-se na cidade de Colorado/PR, aos 21 de outubro de 1.967, com Lourdes Marques Rodrigues, com quem teve os seguintes filhos: Paulo Sérgio (nasceu em Londrina em 1.968), Aguinaldo Aparecido (nasceu em Arapongas em 1.970), Júlio Cesar (nasceu em Londrina em 1.972) e Simone (nasceu em Londrina em 1.975); e
(13) Zilda Valle Bardasson, nasceu aos 06 de abril de 1.947, na Fazenda São Caetano, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ (Lv A-17, fls. 251, termo 1.514, do 2º Distrito), foi batizada aos 13 de maio de 1.947, Padrinhos Manoel Machado de Mello e Josefa Xisto - Lv 33, fls. 66, termo 177, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais); casou-se aos 28 de fevereiro de 1.962 com José Enoch Campos, nascido aos 04 de dezembro de 1.928, filho de Enoch Severino Campos e Virginia Parreira Campos (Lv B-17, fls. 162, Termo 4.875, do Município de Ibiporã/PR) e poucos anos depois o abandonou, fugindo com Gerson da Silva, um artista de Circo, com quem teve 02 (dois) filhos: Edi Augusto da Silva Barbosa, nascido aos 31 de março de 1.964 (Lv A-03, fls. 42-vº, Termo 2.167, do Distrito de Paiquerê, Londrina/PR) e Silvano Augusto da Silva Barbosa, nascido aos 16 de junho de 1.966 (Lv A-03, fls. 43, Termo 2.168, do Distrito de Paiquerê, Londrina/PR); Gerson viajou com o Circo e como não retornava, seu pai Ernesto a obrigou a fazer vida com Cândido Ferreira, com quem fez uma longa e boa vida conjugal e com quem teve 09 (nove) filhos: Rubens, Romildo, Armindo, Arlindo, Josias, Izaias, Ezequias, Lúcia (faleceu ainda recém nascida) e Ananias.
Em Visconde de Imbé, onde nasceu na Fazenda dos Passos e onde morou na Fazenda São Caetano até 1.952, Ernesto Bardasson trabalhou como lavrador, principalmente lidando com cafezais, mas plantava também culturas de subsistência, como arroz, feijão, milho, amendoim, banana e outros.
Fazia também serviços de carpintaria.
A Fazenda São Caetano era de propriedade de Manoel Furtado, que era pai de Dina, Laura, Diva e Silvia, professoras que lecionavam na Escola então existente na própria fazenda. Era pai também de Nídia, que se casou com Samuel Rocha e a quem coube, quer por herança e por aquisição, a propriedade da mesma fazenda após a morte do pai.
No ano de 1.947, possivelmente no mês de junho, Ormelindo, o filho mais velho de Ernesto, após trabalhar em Barra dos Passos, Distrito de Visconde de Imbé, Município e Comarca de Trajano de Morais/RJ, deixou a família dos pais e veio se aventurar no Estado do Paraná acompanhando uma família (Sr. Pedro e Dona Maria, evangélicos da Igreja Batista); chegou em Londrina/PR e no ano de 1.948 casou-se com Rita Paulina, mudando-se, em seguida, para a Região de Florestópolis/PR (Fazenda Candiolinda) e depois para Ibiporã (Engenho de Ferro). No início de 1.951, possivelmente no mês de fevereiro, retornou à Visconde do Imbé, com a esposa e sua primeira filha e convenceu seu pai a segui-lo até Porecatu/PR, onde, segundo ele, poderiam levar uma vida melhor, pois tinha muita fartura, a terra era muito boa e trabalho não faltava.
Ormelindo ainda ficou em Visconde de Imbé por aproximadamente 14 (quatorze) meses aguardando a ajudando seu pai concluir a colheita.
Concluída a colheita Ernesto Bardasson, sua mulher e os filhos que ainda estavam em sua companhia (Ernesto, Eduviges, Maria, Mariano, Malvina, Sebastião e Zilda), deixaram definitivamente a sua cidade natal, transferindo residência para a Fazenda Variante, na cidade de Porecatu/PR, isso no ano de 1.952, possivelmente no mês de abril.
Conta a minha mãe (Eduviges) que deixaram Visconde de Imbé por volta da 11 (onze) horas de uma quarta feira na carroceria de um caminhão, misturando-se com a mudança; a viagem foi longa, sem muitas paradas; chegaram no seu destino (Fazenda Variante, Porecatu/PR) na noite do sábado, da mesma semana.
Por volta de 1.958, Ernesto mudou-se para Londrina/PR, passando uns tempo na casa de seu filho Ormelindo, numa propriedade rural no Limoeiro, e depois foi morar numa casa que comprou na Rua Tangará, na Vila Yara, onde ficou até por volta de 1.962 quando vendeu a casa e foi, com Amazília, morar com o filho Alfredo Valle Bardasson no Estado do Rio de Janeiro. Os filhos então solteiros (Sebastião, Malvina e Zilda) foram morar com Ormelindo.
Para os filhos, segundo relato de muitos deles, Ernesto Bardasson era um pai enérgico e em certas oportunidades até bruto e violento; para os netos, entretanto, apesar de enérgico, era um avô muito bom.
Conta-se que se desentendeu com três dos seus filhos mais velhos (Orminda, Armindo e Alfredo), que, ainda solteiros, deixaram a companhia do pai e foram tentar vida na cidade do Rio de Janeiro/RJ.
Lembro-me de uma passagem de atrito em que ele surrou meus dois irmãos mais velhos (Dória e Norival) e só não me bateu porque eu corri.
Morávamos na cidade de Colorado/PR, era 1.964, meus pais tinham viajado para Londrina com os filhos menores e minha irmã Dória, então com 9 anos, ficou para cuidar dos afazeres domésticos, principalmente preparar a comida, manter a casa arrumada e cuidar dos demais irmãos.
Numa tarde ao chegar do trabalho meu avô não encontrou a janta pronta, o fogo, no fogão à lenha, estava apagado e minha irmã Dória estava de conversa na casa de uma vizinha.
Meu avô Ernesto pediu para meu irmão Norival ir chamá-la, ele foi mas por lá ficou; pediu então para que eu fosse chamar os dois, eu fui mas por lá também fiquei algum tempo.
Quando estávamos retornando avistamos nosso avô Ernesto vindo ao nosso encontro. Minha irmã e meu irmão prosseguiram no caminho indo ao encontro dele e ao encontrá-lo já foram logo apanhando. Eu, entretanto, cortei volta por um pasto e foi correndo para casa.
Quando ele chegou em casa desistiu de me bater.
Em Colorado vovô Ernesto também trabalhava na lavoura, mas também gostava de trabalhar na capinaria, sempre que aparecia algum serviço.
Era por demais organizado, tudo tinha um lugar certo e ali deveria retornar sempre que alguém usasse, principalmente as suas ferramentas.
Era alto, tinha em torno de 1 (um) metro e 78 (setenta e oito) de altura; tinha olhos castanhos; gostava muito de jogar no "bicho" e na loteria, sendo que chegou a ganhar no bilhete do porco; foi um bom dinheiro, pois viveu dele durante muitos tempos.
Vovô Ernesto era muito trabalhador.
Com mais de setenta anos de idade se ofereceu para plantar arroz em uma várzea que tinha próxima a Chácara onde morávamos, nas imediações da Vila Marízia, Casoni e Yara, em Londrina/PR.
Tive um longo período de convívio direto com ele.
Ele e a vovó Amazilia moraram uns tempos conosco na cidade de Colorado, onde moramos, de 1.961 a agosto de 1.966 e, de "parede meio" conosco, de 1.971 a 1.973 quando moramos da Chácara da Família Coelho Romeiro, na Vila Marízia, em Londrina/PR.
Às vezes ele e vovó Amazília arrumavam "as malas", na verdade era uma bolsa grande, de três cores, (amarela, laranjada e verde), em faixas verticais, e iam para a casa de titio Alfredo, no Estado do Rio de Janeiro. Demoravam tanto para retornar que chegávamos a imaginar que não mais retornariam. Mas lá um "belo dia" lá estavam eles de volta. Era uma alegria imensa.
Vinha carregado de "bugigangas" (correntes de pescoço, correntes para relógio de bolso, crucifixos, isqueiros, canivetes, lenços, cortes de tecidos, tolhas de mesa e banho, roupas de cama e etc.), para revender.
Era muito econômico.
Quando ia visitar um filho guardava o dinheiro do ônibus, dado pelo filho, e ia e voltava a pé, andava de seis a oito quilômetros.
Ernesto Bardasson faleceu, em Londrina/PR, aos 15 de março de 1.977, às 05h:50min, vítima de apoplexia cerebral e arteriosclerose generalizada (Lv C-036, fls. 065, termo 1.169, do 1º Ofício, transcrito, aos 19.07.2004, no Ufficio dello Stato Civile de Minerbe, Verona, Itália sob nº 23/II/C), tendo sido sepultado no Cemitério Pe. Anchieta (Sep. 147, Q 08-C).
Amazilia Valle Bardasson, também faleceu m Londrina, aos 05 de abril de 1.989, às 17h30min, vítima de acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca congestiva (Lv C-021, fls. 032, termo 16.979, do 2º Ofício, transcrito, aos 19.07.2004, no Ufficio dello Stato Civile de Minerbe, Verona, Itália sob nº 24/II/C), tendo sido sepultada no Cemitério da Saudade (Sepultura 51 da Quadra 53).
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