Estado do Rio de Janeiro - Povoadores da Região Serrana
HISTÓRIAS DE FAMÍLIA
BARDASSON, MADUREIRA CAMPOS, MACHADO DUTRA, VALLE, PILLOUD, ALLEGRE, ARAÚJO, TEIXEIRA PORTUGAL, ALVES MAIA e BARBOSA
DARLI BERTAZZONI BARBOSA, nascido em Londrina/PR, aos 06 de Maio de 1.958, Advogado da Caixa Econômica Federal. Diretor da Associação Nacional dos Advogados da CEF (darli.bertazzoni@londrina.net).
7. TEIXEIRA PORTUGAL
6.1. Origem Portuguesa
Até o início do ano 2.000 quase nada ou praticamente nada sabíamos sobre os TEIXEIRA PORTUGAL, os BARBOSA e os MAIA no que se refere a seus antepassados.
Luiz Barbosa (meu pai) sempre contava que quando tinha por volta de 5 anos saiu de Santa Maria Madalena/RJ e veio com sua avó Donária para Trajano de Morais/RJ e logo em seguida para Grama de Macabu/RJ (Distrito de Ponte da Grama, mais conhecida como Vila da Grama), juntamente com seus tios Antônio, Moisés, Paschoal e Jerônyma. Sua mãe Maria e um outro tio, chamado Pedro, foram, anteriormente, para São Gonçalo/RJ.
Em Vila da Grama teriam ficado poucos anos (um ou no máximo dois), pois foi levado pelo seu tio Antônio para o Estado de São Paulo (primeiro à cidade de Ribeirão Bonito, depois Lutécia, Borá e, finalmente, Paraguaçu Paulista). O seu tio Antônio teria pedido à avó Donária para levá-lo com ele.
Ocorre que Antônio se casou e sua esposa não quis ficar com ele, alegando que não pretendia se casar e já ter compromisso de cuidar de uma criança. Luiz Barbosa então foi sendo dado de um para o outro, trabalhando como “peão” em lavouras de café.
Quando tinha aproximadamente 17 (dezessete) anos, um dia, ao chegar do trabalho, havia uma pessoa lhe esperando, era o seu tio Antônio que após informar que há dias estava lhe procurando, falou que a avó Donária tinha se deslocado de São Gonçalo/RJ para buscá-lo.
A avó Donária, na oportunidade, contou-lhe que a sua mãe (Maria Maia) tinha se casado de novo e que ele tinha mais dois irmãos, uma irmã chamada Bernardina (o nome correto é Bernarda) e um irmão cujo nome, entretanto, havia esquecido, mas que agora sabe se tratar de Gonçalo.
Luiz Barbosa, na época, não pode retornar com a avó Donária, pois na lavoura de café os “peões” trabalhavam para receber apenas na venda da colheita e esta ainda não havia sido concluída. A avó Donária então retornou só e deixou o endereço para que ele, após a colheita do café, pudesse seguir até São Gonçalo/RJ.
Porém, houve problemas com o café, o patrão dele teve prejuízos na colheita e não pode pagá-lo, ficando, assim, sem condições de atender ao chamado de sua mãe que lhe aguardava em São Gonçalo/RJ.
Nessa peregrinação, Luiz Barbosa tinha apenas as lembranças e informações que guardava na cabeça e um “papelzinho”, deixado pelo seu tio, com o seu nome, a data de seu nascimento, o nome de seus pais e de seus avós. Nem registro de nascimento possuía.
Quando atingiu a idade de alistamento militar (18 anos - 1.951), já morando e trabalhando em Paraguaçu Paulista/SP, ele próprio providenciou o seu registro de nascimento, apontando como seu nome apenas LUIZ BARBOSA, filho de Egino Barbosa e Maria Maia. (Lv A-21, termo 13.876, fls. 233, de Paraguaçu Paulista/SP). Luiz Barbosa conta que o oficial do registro pediu para ele escolher entre Luiz e Gonzaga e ele preferiu Luiz, não exigindo que o registro fosse feito com os dois prenomes (Luiz Gonzaga).
Não tendo recursos para retornar ao Estado do Rio de Janeiro ao encontro de sua mãe, acabou indo para mais longe, veio com uma família, que lhe deu emprego, em 1.953, para a cidade de Porecatu, Estado do Paraná. Em Porecatu conheceu Eduviges Valle Bardasson, a quem chamam carinhosamente de Ziza e em 1.955 se casou, ele tinha 22 anos e a ela 17 anos (Lv B-07, termo 1.591, fls. 98, transcrito, aos 19.07.2004, no, Ufficio dello Stato Civile de Minerbe, Verona, Itália sob nº 10/II/C).
Luiz Barbosa cresceu e se formou pelos próprios méritos e esforços. Embora criado sem pai e sem mãe, trabalhando aqui e acolá, não adquiriu qualquer tipo de vícios, não bebia e aos 41 anos deixou de fumar. Criou seus filhos com enormes sacrifícios, mas a todos soube dar o exemplo e a boa educação. Sabia ler e escrever um pouco, apesar de nunca ter ido à escola. Sempre se esforçou para que os filhos tivessem estudos.
Era uma pessoa espirituosa, estava sempre sorrindo e fazendo as pessoas sorrirem (fazer brincadeiras com os outros era seu passatempo preferido). Em festas logo a sua presença era notada.
No começo do ano 2.000 iniciei buscas para tentar localizar registros de seus antepassados.
Luiz Barbosa sempre dizia que tinha um irmão chamado Salvador, que era irmão apenas por parte de mãe, uma vez que o pai seria um primo de sua mãe, de nome Manoel Maia, chamado de Manezinho Maia. Imaginava que Salvador tinha nascido antes de sua mãe se casar com Hygino.
Dizia também que teve um outro irmão, que se chamava Aldenir ou Eldenir, mas que teria falecido ainda criança.
No Cartório de Santa Maria
Madalena (1º Distrito), entretanto, descobri que Salvador, nascido no ano de
1.931, constava como filho de seu pai,
apontado com o nome de Hygino Barbosa. No mesmo cartório não foi encontrado
registro em nome de Luiz Barbosa, pesquisado com os nomes de Luiz
Barbosa, Luiz Gonzaga Barbosa e Gonzaga Barbosa. Também não se encontrou
qualquer registro de Aldenir ou Eldenir.
Em Santa Maria Madalena foram localizados até mesmo os assentos de nascimento de Hygino e de Maria Conceição Maia e ainda de casamento dos dois, mas não foi localizado qualquer apontamento de Luiz Barbosa.
Da mesma forma, foi solicitada pesquisa na Igreja de Santa Maria Madalena, para saber se lá havia sido batizado, pois ele se recordava até mesmo de seus padrinhos (João Coco e sua esposa Helena), mas na Igreja também não foi localizado nada. Na Igreja foi localizada sim a certidão de batismo de Salvador, ocorrido aos 22 de novembro de 1.932, indicando seu nascimento como sendo aos 27 de setembro de 1.930 (Lv 24, termo 701, fls. 234, da Paróquia de Santa Maria Madalena).
No mês de julho/2000 fiz,
pessoalmente, pesquisa junto à Igreja de Santa Maria Madalena e, mais uma vez,
não encontrei qualquer apontamento de que Luiz Barbosa teria sido batizado.
Na visita pessoal feita, primeiro à Margarida, em Terras Frias (Sta. Maria Madalena/RJ) e depois à Sophia (Niterói/RJ) foi que tivemos os primeiros contatos com a família Maia. Tanto Margarida (nascida em 1.914) quanto Sophia (nascida em 1.926), pessoas maravilhosas e iluminadas por Deus, contaram-nos longas histórias acerca do Antônio Alves Maia (avô de Luiz Barbosa), dizendo que era uma pessoa maravilhosa, com quem tinham conversas que não eram comuns adultos terem com as crianças daquela época, era muito amigo de todos e uma pessoa de cabeça aberta.
Em Terras Frias estivemos onde antes morava Antônio Alves Maia e onde nasceu Luiz Barbosa; no local agora existe uma pequena represa. Em Terras Frias ainda existe a casa onde nasceu Antônio Alves Maia e seus irmãos, entre eles Isabel Alves Maia, avó de Margarida e de Sophia. Margarida. Sophia e seus irmãos têm uma rara e admirável consciência de preservação da família e suas raízes, lá estão preservadas muitas coisas, inclusive quadros e terras que foram de seus antepassados, lá tem até mesmo um quadro (foto) de Manoel José Teixeira Portugal, avô de Antônio Alves Maia, tataravô de Luiz Barbosa e considerado o fundador de Santa Maria Madalena.
Antônio Alves Maia foi casado, antes de Donária, com sua prima Rachel Maria de Jesus Farias (filha de Alexandrina Teixeira Portugal, irmã de vovó Rosa Maria Teixeira), com quem teve cinco filhos (José, Benjamin, Rosa, Miguel e Rachel). No atestado de óbito de Antônio Alves Maia, consta ele como viúvo, indicando, assim, que não teria se casado no civil com Donária, mas se casou no religioso (fls. 04/4-vº, do livro nº 03, de Matrimônios da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ). O único documento novo encontrado foi o atestado de óbito de Antônio Alves Maia, ocorrido aos 07 de junho de 1.938 (Lv 10-C, termo 817, fls. 128vº, 1º Distrito).
Sophia nos contou que Antônio Alves Maia sofria muito de bronquite, às vezes mal conseguia respirar e que no dia do seu falecimento a sua mãe (Anna Izabel) pediu ao seu irmão Milton que repicasse os sinos da Capela de São Pedro, em Terras Frias, como forma de homenageá-lo.
Pelos relatos de meu pai e por tudo mais que se levantou junto a livros, aos cartórios, aos assentos da Igreja, microfilmes de livros de batismos, casamentos e óbitos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias e por histórias contadas por Margarida e Sophia, pode se descobrir que Manoel José Teixeira Portugal, português, casou-se com Isabel Maria de Jesus e se instalou no local onde veio a ser fundada a cidade de Santa Maria Madalena/RJ.
José Teixeira, pai de Manoel José Teixeira Portugal, era filho de Manoel Teixeira e de Anna Teixeira, todos naturais do lugar chamado Quintam na Freguesia de Freixo de Cima, Concelho de Amarante, Distrito do Porto, Portugal; Anna Maria, sua mãe, era filha de Manoel Teixeira e Maria Thereza, todos naturais do lugar chamado Taipa na mesma Freguesia e Concelho. José Teixeira e Anna Maria se casaram na mesma Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima aos 30 de março de 1.803 (Lv C-01, fls. 61-verso/62, da Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima), juntos tiveram, pelo menos, os filhos que seguem, todos nascidos no lugar chamado Quintam, na Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima, Concelho de Amarante, Distrito de Porto, Portugal:
(1) José, nasceu aos 04 de julho de 1.806 e foi batizado aos 05 dias do mesmo mês e ano na Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima, padrinhos João, solteiro, tio materno e Maria Carvalho, mulher de Jozé de Abreu, celebrante o Pe. João da Costa Coelho (Lv. B-03 = Lv nº 08 - PAMT-14 do Arquivo do Porto, fls. 26);
(2) Maria, nasceu aos 20 de fevereiro de 1.809 e foi batizada aos 21 dias do mesmo mês e ano na Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima, padrinhos José, solteiro, filho de Custodio Antônio e Maria de Sampaio, celebrante o Pe. João da Costa Coelho (Lv. B-03 = Lv nº 08 - PAMT-14 do Arquivo do Porto, fls. 40-verso). Casou-se aos 24 de março de 1.827, na mesma Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima, com Manoel Teixeira de Abreu, filho de Antônio Teixeira de Abreu e Eugênia Maria, do lugar do Ranhadouro (Lv. C-01, fls. 95-vº), juntos tiveram os seguintes filhos: Antônio, nascido aos 17 de fevereiro de 1.834, no lugar Ranhadouro da Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima, batizado aos 18 dias do mesmo mês e ano (Lv. B-04, fls. 56-verso); Francisco, nascido aos 06 de maio de 1.835, no lugar Quintam da Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima, batizado aos 10 dias do mesmo mês e ano (Lv. B-04, fls. 60-verso); Joaquim, nascido aos 29 de junho de 1.837, no lugar Ranhadouro da Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima, batizado aos 30 dias do mesmo mês e ano (Lv. B-04, fls. 64-verso), que se casou em Santa Maria Madalena/RJ, aos de 30 de outubro de 1.861, com Maria Francisca de Jesus, filha natural de Maria Joana de Oliveira, nascida em Valão do Barro/RJ (Livro nº 01, fls. 29); Adam, nascido aos 01 de dezembro de 1.838, no lugar Quintam da Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima, batizado aos 02 dias do mesmo mês e ano (Lv. B-04, fls. 68); Francisco, nascido aos 09 de dezembro de 1.843, no lugar Ranhadouro da Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima, batizado aos 10 dias do mesmo mês e ano (Lv. B-04, fls. 76-verso); Domingos, nascido aos 03 de dezembro de 1.845, no lugar Ranhadouro da Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima, batizado aos 04 dias do mesmo mês e ano (Lv. B-04, fls. 83), que se casou em Santa Maria Madalena/RJ, no mês de Junho de 1.873, com Laura Felícia de Govêa, natural de Ponte Nova, São Fidelis/RJ, filha de Ana Felicia Govêa (Livro 1ª de Apontamentos de Batismos de 1.870/1877 com assentos de casamento realizados em junho/1873, fls. 46, termo 56), faleceu em São Fidelis/RJ onde correu o seu inventário (Maço 144, nº 549 do ano de 1.892);
(3) Manoel José Teixeira Portugal, nasceu aos 22 de agosto de 1.812 e foi batizado com o nome de Manoel, aos 23 dias do mesmo mês e ano na Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima, padrinhos Manoel, solteiro, filho de Custodio Antônio e sua irmã Anna Maria, viúva, celebrante o Pe. João da Costa Coelho (Lv. B-03 = Lv nº 08 - PAMT-14 do Arquivo do Porto, fls. 55-verso);
(4) José, nasceu aos 28 de abril de 1.815 e foi batizado no mesmo dia, mês e ano na Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima, padrinhos Luiz Teixeira e Maria Carvalho, viúva (Lv. B-03 = Lv nº 08 - PAMT-14 do Arquivo do Porto, fls. 71);
(5) Custódia, nasceu aos 11 de dezembro de 1.817 e foi batizada aos 12 dias do mesmo mês e ano na Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima, padrinhos José Joaquim e sua mulher Maria Teixeira (Lv. B-03 = Lv nº 08 - PAMT-14 do Arquivo do Porto, fls. 86);
(6) Antônio, nasceu aos 26 de novembro de 1.819 e foi batizado aos 27 dias do mesmo mês e ano na Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima, padrinhos Antônio da Silveira e Maria Teixeira, mulher de José Joaquim (Lv. B-03 = Lv nº 08 - PAMT-14 do Arquivo do Porto, fls. 94-verso);
(7) José, nasceu aos 18 de fevereiro de 1.821 e foi batizado aos 20 dias do mesmo mês e ano na Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima, padrinhos Antônio Moreira e sua prima Joana (Lv. B-04 = Lv nº 09 - PAMT-14 do Arquivo do Porto, fls. 5-verso);
(8) Roza, nasceu aos 30 de julho de 1.823 e foi batizada aos 31 dias do mesmo mês e ano na Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima, padrinhos Luiz Teixeira e sua Mulher Maria Teixeira (Lv. B-04 = Lv nº 09 - PAMT-14 do Arquivo do Porto, fls. 19). Casou-se aos 31 de março de 1.853 com José Carvalho filho de Quitéria Ribeiro, natural da Freguesia de Santo André de Telões, padrinhos Adam Teixeira e Antônio Carvalho do Couto. (Lv. C-01, fls. 126);
(9) Anna, nasceu aos 28 de outubro de 1.825 e foi batizada no mesmo dia, mês e ano na Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima, Padrinhos José Coelho e Luisa de Macedo (Lv. B-04 = Lv nº 09 - PAMT-14 do Arquivo do Porto, fls. 34); e
(10) José, nasceu aos 23 de abril de 1.828 e foi batizado no mesmo dia, mês e ano na Paróquia de São Miguel do Freixo de Cima, padrinhos Jozé Teixeira e Maria Teixeira, celebrante o Pe. Antônio Jozé Cardozo (Lv. B-04 = Lv nº 09 - PAMT-14 do Arquivo do Porto, fls. 42-verso). Veio para o Brasil e aqui adotou o nome de José Teixeira Portugal Freixo (Comendador), Portugal do país de origem e Freixo da então Freguesia, e também se instalou em Santa Maria Madalena, onde teve seu primeiro filho (natural) com Cândida Rosa de Castro e onde aos 06 de setembro de 1.858 casou-se com Laura Maria de Jesus (natural de Cantagalo, onde nasceu em 1.830, tendo falecido em Santa Maria Madalena aos 27 de abril de 1.865), viúva de Luis de Souza Coelho, filha do Capitão João de Souza Botelho (neta de patriarca João Machado Botelho) e Maria Joaquina de Jesus, foram padrinhos os Srs. Manoel Luiz Ribeiro e Jerônimo Alves da Serra, celebrante o Pe. Francisco da Madre de Deus Cunha (Livro referente aos casamentos realizados de 1855 a 1868, fls. 12vº, da Paróquia de Santa Maria Madalena).
Com Cândida Rosa de Castro, José Teixeira Portugal Freixo teve um filho natural: Antônio, nascido em Santa Maria Madalena aos 21 de dezembro de 1.856, onde foi batizado aos 26 de janeiro de 1.857 (Livro de Batismos nº 01, fls. 50-vº, da Paróquia de Santa Maria Madalena). Antônio se casou com sua prima de 2º Isabel Teixeira Cipriano (filha de José Teixeira Cipriano e Ana Teixeira Portugal) e por volta de 1.891 mudaram-se para o Estado de São Paulo tendo fixado residência em Jundiaí, onde faleceram, ele aos 25 de maio de 1.927 e ela aos 07 de janeiro de 1.950.
Com Laura Maria de Jesus, José Teixeira Portugal Freixo teve 04 (quatro) filhos: Manoel (nasceu em Santa Maria Madalena aos 07 de maio de 1.859, onde foi batizado aos 15 de maio de 1.859 e onde faleceu aos 05 de novembro do mesmo ano - Livro s/nº de atestados de óbitos, fls. 22-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena); Maria (nasceu em Santa Maria Madalena aos 02 de julho de 1.860, onde foi batizada aos 26 de agosto de 1.860, em Santa Maria Madalena/RJ, casou-se com Manoel Rego Pontes); Isabel (nascida aos 04 de novembro de 1.861, em Santa Maria Madalena/RJ, onde foi batizada aos 01 de dezembro de 1.861 - Livro nº 01 fls. 106 - onde se casou aos 23 de outubro de 1.880 com o português, da Ilha de São Miguel, Arquipélago de Açores, Manoel Pereira da Estrela (que nasceu aos 20 de dezembro de 1.842 e faleceu aos 20 de julho de 1.912) e onde faleceu aos 06 de outubro de 1.951, foi mãe de Laura, Maria (Mariquinha, que se casou em 1ªs núpcias, aos 25 de maio de 1.898, com João Alves Maia e depois com João de Deus Oliveira), Ambrosina, Marinha, Manoel Vitor, Anna (que se casou, primeiro com Attilio Mattieli e depois com Antônio Spedaniero), Cândido (nascido em Santa Maria Madalena aos 03 de outubro de 1872, onde foi batizado aos 27 de novembro de 1872), Basileu (nascido em Santa Maria Madalena aos 23 de maio de 1.895, onde foi batizado com o o nome de Basílio, aos 11 de agosto de 1895 – Lv 3 fls. 148v da Igreja de Santa Maria Madalena) e Maria Francisca (nascida em Santa Maria Madalena aos 23 de novembro de 1.900, onde foi batizada aos 05 de março de 1901 – Lv 5 fls. 24 da Igreja de Santa Maria Madalena); e José (nasceu em Santa Maria Madalena aos 27 de junho de 1.863, onde foi batizado aos 12 de julho de 1.863, em Santa Maria Madalena).
Tendo enviuvado aos 27 de abril de 1.865 (Livro nº 01 de óbitos, fls. 35, da Paróquia de Santa Maria Madalena), José Teixeira Portugal Freixo casou-se, aos 30 de setembro de 1.867, na Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento de Cantagalo (Livro nº 02, fls. 42, termo 32), com Maria de Jesus Ribeiro, (sobrinha de Laura), filha de Manoel Dias Ribeiro e Anna Maria de Jesus Serpa Ribeiro, com quem teve os seguintes filhos: João Teixeira Portugal Freixo, nascido na Fazenda Meia Laranja, aos 27 de janeiro de 1.870, batizado na Igreja de Santa Maria Madalena aos 19 de fevereiro de 1.870 (Lv 2, fls. 01) e falecido aos 12 de julho de 1.871 (Livro s/nº de certidões de óbitos, fls. 54-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena); João (nasceu aos 02 de agosto de 1.871 e foi batizado aos 31 de agosto de 1.871 - Livro nº 02, fls. 13-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ); Anna Portugal Freixo, nascida aos 24 de fevereiro de 1.873 e batizada aos 12 de junho de 1.873 (Livro nº 02, fls. 28, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ), que se casou aos 31 de maio de 1.894, com Antônio Cardoso Linhares, natural de Santa Maria Madalena onde nasceu aos 27 de julho de 1868, filho de José Cardoso Linhares e Sofia Rosa Gonçalves, na Igreja Paroquial de Nova Friburgo, sendo padrinhos os Srs. Jeronymo Dias Ribeiro e Manoel Teixeira Portugal (Lv 2, termo 97, fls. 23, da Paróquia de Santa Maria Madalena); Manoel, nascido em Santa Maria Madalena aos 26 de dezembro de 1874, onde foi batizado aos 06 de janeiro de 1.875, Livro nº 02, fls. 47, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ, casou-se aos 05 de janeiro de 1.899, em Nova Friburgo/RJ, com Agueda Pereira Lemos, nascida, em Nova Friburgo/RJ, aos 05 de dezembro de 1.880, filha de Candido Pereira Lemos e Agueda Pereira Lemos, padrinhos João Teixeira Portugal Freixo, José Antônio Serpa e Anna de Jesus Serpa (Lv 03, fls. 71-vº, termo 290, ano 1899, da Catedral de São João Baptista de Nova Friburgo/RJ); Marianna Teixeira Portugal Freixo, nascida à 1º de março de 1.876 e batizada aos 11 de março de 1.876 - Livro nº 02, fls. 54 - que se casou, aos 31 de janeiro de 1.895, com seu primo de 3º Manoel Teixeira de Abreu, filho de Joaquim Teixeira de Abreu e Maria Teixeira de Jesus, sendo padrinhos os Srs. Alzira Rocha Portugal Freixo, Joaquim Pires Carneiro e Manoel do Rego Pontes, celebrante o Cônego Paschoal de Santo Martinhos (Lv 2, termo 124, fls. 28-vº, da Paróquia de Santa Maria Madalena); Laura (nascida em Santa Maria Madalena no ano de 1.883, casou-se, na Vila de Bom Jardim, aos 27 de setembro de 1.902 com José de Souza Coelho Junior, filho de José de Souza Coelho e Guilhermina Dias Coelho – Lv. 03, fls. 119, termo 499 da Catedral de São João Baptista de Nova Friburgo); Alda (nascida em Santa Maria Madalena no ano de 1.886, casou-se, na Vila de Bom Jardim, aos 27 de setembro de 1.902 com Benedicto de Souza Coelho, filho de José de Souza Coelho e Guilhermina Dias Coelho – Lv. 03, fls. 119, termo 498 da Catedral de São João Baptista de Nova Friburgo), ); Alzira (nascida em Santa Maria Madalena no ano de 1.890); Sebastião (nascido em Santa Maria Madalena, aos 16 de abril de 1.892, onde foi batizado aos 12 de junho de 1.892 – Lv 02, fls. 72vº, termo 84); e Tude (nascido aos 03 de março de 1.898 em Santa Maria Madalena, onde foi batizado aos 21 de abril de 1.898, padrinhos o Capitão Manoel José Teixeira Portugal e Protetora N. Senhora carregada na pia batismal por Leopoldina Lemgruber Portugal – Lv. 04, fls. 92º, casou-se aos 14 de janeiro de 1.935, em Nova Friburgo/RJ, com Maria Gonçalves, nascida e batizada em Santa Rita da Floresta, Cantagalo/RJ, filha de Manoel Gonçalves Junior e Francisca Marques - Lv 07, fls. 59-vº, termo 358, ano 1935, da Catedral de São João Baptista de Nova Friburgo/RJ).
Conforme registro no Almanaque Laemmert, em Santa Maria Madalena/RJ, José Teixeira Portugal Freixo foi Cônsul Geral de Portugal (anos 1.881 pág. 137; 1.882 pág. 1874; e 1.883 pág. 521) e Fazendeiro de café (anos de 1.859 pág. 275; 1.860 pág. 280; 1.861 pág. 254; 1.862 pág. 131; 1.863 pág. 295; 1.864 pág. 249; 1.865 pág. 191; 1.866 pág. 271; 1.875 pág. 207; 1.876 pág. 227; 1.877 pág. 245; 1.878 pág. 234; 1.882 pág. 1876; e 1.883 pág. 523). Foi ainda em Santa Maria Madalena/RJ, Comendador da Ordem de Cristo, Vereador (1.874), Delegado de Polícia (1.875), Agente Consular de Portugal e Coronel da Guarda Nacional. José Teixeira Portugal Freixo faleceu aos 05 de fevereiro de 1.901.
O matrimônio de Manoel José Teixeira Portugal e Isabel Maria de Jesus deu-se aos 28 de maio de 1832, na então Freguesia da S.S. Trindade, hoje Igreja de Sant’ana, no Distrito de Japuíba, Município de Cachoeiras de Macacu/RJ, os padrinhos foram José Luiz Escobar e Francisco José Fernandes (Pasta nº 01, da Igreja de Santana do Japuíba).
O nome de batismo de Manoel José Teixeira Portugal era, na verdade, apenas Manoel, filho de José Teixeira e Anna Maria, tendo nascido aos 22 de agosto de 1.812, no lugar chamado Quintam, na então Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima, atual Freixo de Cima, no Concelho de Amarante, Distrito do Porto, Portugal, onde também foi batizado, na Paróquia São Miguel do Freixo de Cima, aos 23 dias do mesmo mês e ano, sendo padrinhos Manoel e Anna Maria, filhos de Custodio Antônio (Cota PAMT-14/Livro 8, fls. 55-verso, da Paróquia de Freixo de Cima, Concelho de Amarante, Arquivo Distrital de Porto, Portugal).
Portanto, ao chegar no Brasil, Manoel Teixeira acrescentou “José” ao seu pré-nome e “Portugal” (nome de seu país de origem) ao nome de família, passando a assinar Manoel José Teixeira Portugal.
Isabel Maria de Jesus nasceu na própria Freguesia de S.S. Trindade, aos 03 de agosto de 1.817, onde foi batizada aos 17 do mesmo mês e ano, era filha de Francisco José da Silva e de Maria Josefa da Silva, ambos naturais da própria Freguesia da S.S. Trindade, neta paterna de José Barbosa, natural da Europa e Izabel Maria, natural da Freguesia da S.S. Trindade e materna de Lourenço Vieira e Anna Maria (Pasta nº 01, Batismos de 1.803 a 1.825, da Igreja de Santana do Japuíba). Tinha, pelo menos um irmão: Caetano José da Silva, que se casou com Francisca Maria, filha de Joaquim Maia Teixeira, todos naturais da SS Trindade e juntos tiveram, pelo menos, uma filha: Maria, nascida no mês de março de 1.814, batizada aos 25 de março de 1.814 na Freguesia de Santíssima Trindade (Pasta nº 01 – Batismos de 1.803 a 1.825).
Contava Anna Izabel (filha de Izabel Alves Maia), que a sua avó, Rosa Maria Teixeira, sempre falava que seu pai, Manoel José Teixeira Portugal, era um homem muito bom e que gostava muito dele; sua mãe, Isabel Maria de Jesus, entretanto, era muito enérgica e brava para os filhos.
O desbravamento da Região de Santa Maria Madalena iniciou-se a partir do início do Século XIX, por viajantes que buscavam alcançar a estrada que ligava Cantagalo a Macaé. Registros concretos, entretanto, surgiram apenas a partir de 1.835 e mais precisamente a partir de 1.840 com o apossamento de parte das terras existentes nas cabeceiras do Córrego São Domingos, então pertencentes a Cantagalo, pelo Português Manoel José Teixeira Portugal (tataravô de meu pai).
A Freguesia de Santa Maria Madalena (antes denominada “Santíssimo”, “Ribeirão do Santíssimo”, “Arraial do Santíssimo” e “Tabatinga”) foi criada pela Lei Provincial nº 802, de 28 de setembro de 1.855. O Município foi emancipado pelo Decreto nº 1.208, de 24 de outubro de 1.861, instalado aos 08 de junho de 1.862 e elevado à condição de cidade aos 28 de julho de 1.890 pelo Decreto nº 107.
Conta-se que Manoel José Teixeira Portugal teria vindo para o Brasil em 1.822, desembarcando no Porto da cidade do Rio de Janeiro, onde trabalhou no comércio, tornou-se comprador e vendedor de ovos e aves. Como mascate deixou a cidade do Rio de Janeiro indo à direção da então Freguesia da S.S. Trindade, hoje Distrito de Japuíba, Município de Cachoeiras de Macacu/RJ, ali se estabelecendo temporariamente, onde se casou com Isabel Maria de Jesus, aos 28 de maio de 1832.
Antes de se fixar residência no lugar aonde veio a ser Santa Maria Madalena/RJ morou na região de São José do Ribeirão (então pertencente a Nova Friburgo), onde inclusive foi batizado na então Capela Nossa Senhora da Conceição, pelo Capelão Francisco Xavier Frotte, seu filho José, aos 24 de junho de 1.839. Há época morava no lugar chamado “Rio Grande”.
Como mascate, dedicou-se ainda ao comércio de armarinhos, tecidos, jóias, etc até chegar em Cantagalo/RJ onde, com a esposa Isabel Maria de Jesus, trabalharam, como colonos, em lavoura de café. Mais tarde seguiram pelo caminho colonial em direção à Macuco e São Francisco de Paula para se estabelecerem definitivamente na área em que posteriormente teve início à cidade de Santa Maria Madalena.
Aos 21 de agosto de 1.877 Isabel Maria de Jesus faleceu (inventário iniciado aos 12 de setembro de 1.877, autos sob nº 132, do Juízo de Órfãos de Santa Maria Madalena). Viúvo Manoel José Teixeira Portugal retornou a sua terra Natal (Freguesia de Freixo de Cima, Concelho de Amarante, Distrito do Porto, Portugal), passando a morar no lugar chamado Arrifana, onde, aos 06 de setembro de 1.885 contraiu novo matrimônio, desta vez, com Roza Maria de Oliveira, filha de João de Oliveira e Maria Joaquina (Cota k/8/6 cx. 24 Lv 4 fls. 2v e 3, assento 3, da Paróquia de São Miguel de Freixo de Cima, Concelho de Amarante, Arquivo Distrital de Porto, Portugal) e onde faleceu, no lugar denominado Estrada Nova, aos 18 de julho de 1.886 (Cota k/8/6 cx. 25 Lv 3, assento 9, de Freixo de Cima, Concelho de Amarante, Arquivo Distrital de Porto, Portugal), tendo sido sepultado aos 19 dias do mesmo mês e ano na Igreja São Miguel de Freixo de Cima.
Conta-se que Roza Maria de Oliveira era enfermeira e, nesta condição, cuidou de Manoel José Teixeira Portugal, tendo ao final com ele contraído matrimônio; na época ela tinha apenas 23 (vinte e três) anos e ele 73 (setenta e três). O casamento, entretanto, durou pouco, pois 09 (nove) meses depois Manoel falecia.
Manoel José Teixeira Portugal deixou testamento cerrado, lavrado, aos 27 de junho de 1.885, às fls. 42 do Livro 28 de registro de testamentos, da Administração do Concelho de Amarante, Distrito do Porto, Portugal (Escrivão Augusto de Queiroz Rocha), nomeando para o Brasil os seguintes testamenteiros, pela ordem: seu irmão José Teixeira Portugal Freixo, seu filho José Teixeira Portugal e seu genro José Teixeira Cipriano. O testamento foi aberto às 9 horas do mesmo dia de seu falecimento. No Brasil seu inventário iniciou trâmite aos 13 de novembro de 1.886 perante o Juízo da Provedoria de Santa Maria Madalena/RJ, sob nº 36.
Consta do Inventário de Isabel Maria de Jesus que à época (1.877) o casal era proprietário de inúmeros escravos (o maior patrimônio da época) e de várias propriedades rurais, todas em Santa Maria Madalena, tais como Sítio Córrego Santo Antônio (12 alqueires, que na partilha coube à neta Isabel, filha de Maria); Terras que foram de Fortunato Coelho (10 alqueires, que na partilha coube à filha Anna); Sitio São Pedro (110 alqueires, dos quais 35 coube na partilha à filha Rosa); Sítio Ribeirão do Faria (100 alqueires, que foram partilhados entre os filhos Anna (37 alqueires), Alexandrina (40 alqueires) e Antonia (23 alqueires); Sítio Ribeirão Vermelho (50 alqueires, partilhados aos filhos José (25 alqueires) e Manoel (25 alqueires); Sítio Boa Esperança (35 alqueires, partilhados entre os filhos Anna (13 alqueires), Jesuína (15 alqueires) e a neta Anna, filha de Maria (7 alqueires); Sítio Bom Retiro (100 alqueires, partilhados entre os filhos Joaquim (16 alqueires), Deolinda (10 alqueires), Margarida (16 alqueires), João (16 alqueires), Francisco (16 alqueires) e os netos, filhos de Maria, Augusto Leão (10 alqueires) e Anna (16 alqueires) e Sebastião, filho de Isabel (16 alqueires).
Conforme registro no almanaque Laemmert, em Santa Maria Madalena/RJ, Manoel José Teixeira Portugal foi Padeiro (anos 1.857 pág. 196 e 1.858 pág. 93), Proprietário de Padaria (anos 1859 pág. 274; 1.860 pág. 280; 1.861 pág. 254; 1862 pág. 310; 1.863 pág. 294; e 1.864 pág. 248) e Fazendeiro de café (anos de 1.857 pág. 197; 1.858 pág. 94; 1.859 pág. 275; 1.860 pág. 280; 1.861 pág. 254; 1.863 pág. 295; 1.864 pág. 249; 1.865 pág. 191); 1.866 pág. 271; 1.875 pág. 207; 1.876 pág. 227; 1.877 pág. 245; 1.878 pág. 234.
Manoel José Teixeira Portugal e Isabel Maria de Jesus tiveram, pelo menos, os seguintes filhos:
(1) Maria Teixeira
Portugal, casou-se em Santa Maria
Madalena, então pertencente à Freguesia de São Francisco de Paula, aos 19 de
junho de 1.850, com Antônio Cardoso de Oliveira, filho de Manoel Cardoso de
Oliveira e Anna Maria de Jesus, padrinhos Francisco Relógio e Luis de Souza
Coelho, (Livro nº
01, fls. 03, da Igreja do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais),
com quem teve os seguintes filhos: Isabel (nasceu em Santa Maria Madalena aos 07
de agosto de 1.858, onde foi batizada aos 31 de maio de 1.858 e onde à 1º de
julho de 1.868 se casou com Joaquim Pereira Freixo (Livro
nº 01, fls. 70-verso da Paróquia de Santa Maria Madalena), filho de Manoel Pereira
e Maria Teixeira, nascido no lugar Arrifana, Freguesia de São Miguel do Freixo
de Cima, Amarante, Porto, Portugal, aos 29 de abril de 1.840, neto paterno de
Manoel Pereira e Maria Teixeira e materno de Antônio Carvalho e Custódia
Teixeira (Lv. B-04, fls. 71);
Augusto Cardoso Leão, nascido no ano de 1.853, em Santa Maria Madalena, onde
foi batizado aos 12 de agosto de 1.855, casou-se com Celina M. de Jesus
Oliveira, juntos tiveram pelo menos uma filha, chamada Margarida batizada aos 05
de dezembro de 1.901, padrinhos Sezinando Barbosa e N. S. da Conceição,
auxiliada por Anna de Jesus Barbosa –
Lv. 05 fls. 75vº da Paróquia de Santa Maria Madalena e Anna, nascida aos 10 de
janeiro de 1.859 e batizada aos 20 de fevereiro de 1.859 (fls.
74 do livro nº 01, de Batismos da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ). Em
1.877 Maria já era falecida;
(2) Ana Teixeira Portugal, faleceu ainda criança;
(3) Anna Teixeira Portugal, que se casou, aos 05 de fevereiro de 1.853, com o Português José Teixeira Cipriano (ele era filho de Jacintho José Teixeira e Maria Teixeira), tendo sido os padrinhos José Teixeira Portugal Freixo e Antônio Correa da Rocha, Celebrando o Pe. Fernando Affonso de Moraes Torres (termo lavrado aos 01 de junho de 1.853 - Livro Primeiro, fls. 22-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ), com quem teve 21 (vinte e um) filhos, dos quais se criaram os 16 (dezesseis): Manoel (nascido aos 16 de fevereiro de 1.854 e batizado aos 19 de março de 1.854 - Livro nº 01, fls. 30, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ, casou-se em Euclidelância, aos 18 de maio de 1.881 com Filisbina Clara Leite, nascida em São Sebastião do Alto/RJ, filha de João Teixeira Leite e Rita Clara Teixeira); Laurentino (nascido em Santa Maria Madalena aos 21 de março de 1856, onde foi batizado aos 04 de maio de 1.856 – Lv 01, fls.42-v); Isabel (nascida aos 18 de maio de 1.858 e batizada aos 30 de maio de 1.858 – Livro 1 fls. 64, casou-se com Antônio Teixeira Portugal Freixo, filho natural de José Teixeira Portugal Freixo e Cândida Rosa de Castro, por volta de 1.891 mudaram-se para o Estado de São Paulo tendo fixado residência em Jundiaí, onde faleceram, ele aos 25 de maio de 1.927 e ela aos 07 de Janeiro de 1.950); José (nasceu em Santa Maria Madalena no ano de 1.863, casou-se aos 25 de novembro de 1.893, em Santa Maria Madalena, com sua prima Herondina Portugal Pontes, filha de Antônio José Pereira Pontes e Margarida Teixeira Portugal); Francisco (nasceu em Santa Maria Madalena aos 27 de abril de 1.865, onde foi batizado aos 23 de setembro de 1.865, casou-se com Matilde ...); Ilidia Teixeira Portugal, que nasceu em Santa Maria Madalena aos 24 de abril de 1.870, onde foi batizada aos 30 de abril de 1.870 – Livro 2 fls. 2-verso, que se casou, também em Santa Maria Madalena, aos 02 de março de 1.889, com o Português (de Arrifana, Freguesia de Freixo de Cima, Concelho de Amarante, Porto, nascido ao 14 de março de 1.868) Antônio da Cunha Brochado. Ilidia faleceu em São Fidelis/RJ aos 05 de julho de 1.927 (Antônio da Cunha Brochado faleceu, aos 21 de julho de 1.950, em Mimoso do Sul/ES); Josepha (que era gêmea com Ilídia e faleceu aos 12 de junho de 1.872 - Livro s/nº de certidões de óbito, fls. 55, da Paróquia de Santa Maria Madalena, conta-se que foi vítima de um acidente doméstico - a sua ama de leite dormia com ela e numa noite rolou-se sobre ela e a matou sufocada); João (nasceu em Santa Maria Madalena aos 13 de fevereiro de 1867, onde foi batizado aos 12 de maio de 1.867 - Lv 01, fls. 192, Igreja de Sta. Maria Madalena/RJ); João (nasceu em Santa Maria Madalena aos 25 de junho de 1873, onde foi batizado aos 25 de setembro de 1.873 - Lv 02, fls. 32, Igreja de Sta. Maria Madalena/RJ - e onde se casou aos 31 de outubro de 1.895, com Alda Teixeira de Abreu, filha de Joaquim Teixeira de Abreu e Maria Teixeira de Jesus); Joaquim (nasceu em Santa Maria Madalena aos 17 de abril de 1.875, onde foi batizado aos 30 de junho de 1.875 - Livro 2 fls. 51-verso, casou-se, em Santa Maria Madalena, aos 11 de outubro de 1.896, com Brandina Maria Teixeira, filha de Joaquim Teixeira de Abreu e Maria Teixeira de Jesus - Livro nº 02, fls. 11, da Igreja de Santa Maria Madalena); Ana Maria (nascida no ano de 1.878, casou-se, aos 25 de novembro de 1.893, com seu primo João, filho de Antônio José Pereira Pontes e Margarida Teixeira Portugal (Livro nº 02, fls. 21-verso, da Igreja de Santa Maria Madalena), com quem teve os seguintes filhos: Eroides, José, Bráulio, Antônio, João Batista, Tude, Alyde, Eloé, Maria Militina, Oswaldina e Nayde); Tito (nasceu em Santa Maria Madalena aos 04 de janeiro de 1.881, casou-se aos 23 de abril de 1.902 com sua prima Ana, filha de Manoel Ferreira dos Santos Bastos e Antônio Teixeira Portugal); Antônia (nasceu aos 29 de junho de 1.868, foi batizada aos 02 de agosto de 1.868 - Livro 1 fls. 213-verso); Jesuíno (que se casou, em Santa Maria Madalena, aos 21 de setembro de 1.901, com sua prima Isabel Clara, filha de seu tio Joaquim); Anita; Iracema (que se casou, em Santa Maria Madalena, aos 11 de fevereiro de 1.899, com José Moreira da Silva, filho de Francisco Moreira da Silva e Bazília de Souza Moreira - Livro nº 02, da Igreja de Santa Maria Madalena) e Margarida.
José Teixeira Cipriano foi sitiante (ano 1.878 pág. 234) e lavrador de café em Santa Maria Madalena (anos 1.881 pág. 139; 1.882 pág. 1877 e 1.883 pág. 522), conforme registro no almanaque Laemmert;
(4) Rosa Maria Teixeira nasceu e foi batizada na Freguesia de São João Baptista de Nova Friburgo/RJ, casou-se aos 23 de setembro de 1.865, na Freguesia de Santa Maria Madalena, com o português Antônio Alves Maia, sendo padrinhos os Srs. Antônio Machado Botelho Sobrinho (agraciado em 1.881 com o título de Barão de Macabu) e José Teixeira Portugal e celebrante o Pe. Marianno Martins Gonçalves (Livro referente aos casamentos realizados de 1.855 a 1.868, fls. 58-verso/59, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ) e faleceu, em Santa Maria Madalena, aos 02 de janeiro de 1.923, cova 120 (Lv C-06, termo 01, fls. 150-e 150v, do 1º Distrito). Antônio Alves Maia nasceu, aos 24 de abril de 1.839 e foi batizado aos 26 do mesmo mês e ano, na Freguesia de Nogueira da Regedoura, Concelho de Santa Maria da Feira, Distrito de Aveiro, Portugal, era filho de João Alves Maia e Violante Carvalho dos Santos, também usou o nome Violante Carvalho da Silva (Lv Misto nº 7, ano de 1.839, fls. 112-verso e 113, da Freguesia de Nogueira da Regedoura, do então Concelho da Vila da Feira, Arquivo Distrital de Aveiro); faleceu em Santa Maria Madalena/RJ aos 28 de janeiro de 1.881, vítima de acidente (uma torra rolou sobre ele).
Antônio Alves Maia e Rosa Maria Teixeira foram lavradores de café em Santa Maria Madalena, conforme registro no almanaque Laemmert dos anos de 1.881 pág. 138; 1.882 pág. 1877; e 1.883 pág. 522. Juntos tiveram os seguintes filhos, como adiante melhor especificados: Maria da Glória, Antônio, Deolinda, Izabel, Manoel, João, Francisco, Anízio e José Bonifácio;
(5) José Teixeira Portugal (Coronel), nasceu no lugar chamado “Rio Grande” os 02 de maio de 1.839, então pertencente à Freguesia de São Pedro de Cantagalo/RJ, tendo sido batizado na então Capela Nossa Senhora da Conceição, de São José do Ribeirão, na época vinculada à Freguesia de São João Batista de Nova Friburgo, pelo Capelão Francisco Xavier Frote, aos 24 de junho de 1.839 (Livro de batismos de 1.838 a 1.842, fls. 89, da Igreja do Santíssimo Sacramento de Cantagalo), casou-se, em Santa Maria Madalena, aos 28 de maio de 1.864, com Felisbina Luisa Ribeiro (natural da Freguesia do SS Sacramento do Cantagalo, onde nasceu aos 21 de junho de 1.843 e batizada aos 17 de julho de 1.843 – Lv. nº 1 e 2 fls. 44-vº, padrinhos Francisco Vieira de Souza e Rita Candida de Jesus, filha de Ana Angelica Vieira Botelho com Joaquim Luiz Ribeiro, enteada do Barão de Macabu (Antônio Machado Botelho Sobrinho) e com quem teve os seguintes filhos: Maria, nasceu a 01 de abril de 1.867, batizada aos 06 de outubro de 1.867 - Livro nº 01, fls. 198-verso, da Igreja de Santa Maria Madalena -, casou-se aos 29 de junho de 1.882, em Santa Maria Madalena, com João Alves de Mattos Pitombo, filho de João Alves Pitombo e Maria Isabel de Mattos Pitombo, foram padrinhos o Barão de Macabu e Antônio Teixeira de Siqueira Magalhães - Livro nº 02, fls. 2 da Igreja de Santa Maria Madalena); Alda (Aldinha, nasceu em Santa Maria Madalena aos 12 de fevereiro de 1.866, onde foi batizada aos 14 de abril de 1.866, casou-se aos 21 de julho de 1.881 com o Deputado Estadual Lopo de Albuquerque Diniz, nascido em Santa Maria Madalena aos 10 de outubro de 1.857, onde foi batizado aos 27 de novembro de 1.857, formado pela Universidade de Sorbone, na França, filho do Dr. Lopo Albuquerque Diniz e Maria Ribeiro Diniz, foram padrinhos o Barão de Santa Maria Madalena e Affonso Quartin - Livro nº 02, fls. 3 da Igreja de Santa Maria Madalena – era neto paterno do Cel. Joaquim da Silva Diniz e Maria José de Albuquerque Diniz e materno de Manoel Luis Ribeiro e Carolina Maria Ribeiro); Coronel Tude Teixeira Portugal (nasceu aos 25 de junho de 1.868, foi batizado aos 25 de dezembro de 1.868 – Lv 01 fls. 218 e também Lr 2 fls. 2-verso – faleceu aos 15 de março de 1.925, casou-se com Maria Francisca Quartin de Miranda Portugal (sobrinha do Barão de Quartin). Foi Juiz de Direito, Delegado de Polícia, Vereador, Presidente da Câmara Municipal, Deputado Estadual por duas Legislaturas. Evidenciou-se em razão de feitos memoráveis a favor da terra madalenense. Logrou obter o perdão da dívida de Madalena com Cantagalo, do que resultou imensa vantagem para os cofres desse Município. Graças à doação da cachoeira situada na Fazenda Tudelândia, de sua propriedade na época, conseguiu a instalação por volta de 1924, de uma usina de energia elétrica, o que veio dispor a cidade de Santa Maria Madalena de iluminação própria. O Cel. Tude Portugal também se opôs, firmemente, contra as intenções de Campos que visavam tomar parte do território madalenense. Em memória e reconhecimento aos atos francos, leais, firmes e justos em prol do progresso de Santa Maria Madalena, o quadro fotográfico do Cel. Tude Portugal foi introduzido na Galeria de Honra da Câmara Municipal, sendo que o Salão Nobre em que se realizam as sessões da Casa Legislativa e a Escola da Rede de Ensino do Município foram denominados com seu nome); Herondina (pepita), nasceu aos 23 de julho de 1.872, batizada aos 02 de fevereiro de 1.873 (Livro nº 02, fls. 25-verso, da Igreja de Santa Maria Madalena), aos 23 de julho de 1.892 casou-se, em Santa Maria Madalena, com o Dr. Leonel Loretti da Silva Lima, nascido em Barra Mansa/RJ, filho do Major Antônio Francisco da Silva Lima - Lv. nº B-01, fls. 132vº, termo 41, do 1º Distrito de Santa Maria Madalena/RJ); José (Zezé - médico), nasceu aos 09 de dezembro de 1.874, batizado aos 06 de janeiro de 1.875 (Livro nº 02, fls. 48, da Igreja de Santa Maria Madalena), médico e fazendeiro, casou-se, em Nova Friburgo/RJ, aos 19 de março de 1.898, com Georgeana Van Erven, filha de Antônio Sampaio Van Erven e Maria Clara de Faria Salgado, padrinhos Dr. Elias Antônio de Morais Lopes, Lopo de Albuquerque Diniz Junior e Alda Portugal Diniz (Lv 03, fls. 65, termo 263, ano 1898, da Catedral de São João Baptista de Nova Friburgo/RJ), ela nascida aos 03 de fevereiro de 1.879 em Cordeiro, então pertencente à Freguesia de Catagalo, mas batizada em Nova Friburgo aos 04 de abril de 1.879 (Lv 04, fls. 29, da Catedral de São João Baptista de Nova Friburgo/RJ), ela faleceu aos 06 de janeiro de 1.955, José faleceu aos 16 de março de 1.915 ou 1.927; Manuel (Maneco, nasceu em Santa Maria Madalena no ano de 1.879, onde casou-se aos 15 de janeiro de 1.902, com sua prima Agostinha Lemgruber Portugal, filha de Francisco Teixeira Portugal e Clara Lucia Lemgruber e onde faleceu aos 16 de março de 1.915); Cícero (nascido aos 25 de janeiro de 1.876 e batizado aos 17 de novembro de 1.876 - Livro s/nº de apontamentos de batizados, fls. 72-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena casou-se com Edith Tomaz); e Pedro (Pedrinho, casou-se com Elvira Serra). José Teixeira Portugal foi proprietário das Fazendas: Desengano, Cachoeira Bonita (hoje Tudelândia), Botafogo, Vila Maria, Meia Laranja e Aurora (onde hoje se situa o Madalena Campestre Clube). Dirigiu o Partido Liberal no município de Santa Maria Madalena, de 1877 a 1889. Com o advento da Proclamação da República, o Dr. Francisco Portella, então interventor no Estado, chamou-o e entregou-lhe o destino de Santa Maria Madalena. Eleito Deputado adotou a cidade de seu coração, elevando-a de Vila à categoria de Cidade. Em seguida, juntamente com outros benfeitores, trouxe a estrada de ferro, que muito contribuiu para o seu desenvolvimento. Em sua homenagem, por proposta do intendente Rafael Ferreira Campos, aprovada por seus pares em 30 de maio de 1891, foi dado seu nome a importante rua localizada no centro da cidade, que anteriormente teve como denominações: Rua Sete de Setembro, Rua do Neiva e Rua dos Amores. Em 02/05/1888, comemorando o seu 49º aniversário, o Cel. José Teixeira Portugal libertou todos os seus escravos, em número de 114. O Cel José Teixeira Portugal faleceu aos 02 de dezembro de 1.916, com 77 anos, em sua residência no Rio de Janeiro, à Rua do Riachuelo, nº 93, onde hoje funciona o tradicional Clube dos Democráticos.
Conforme registro no almanaque Laemmert, em Santa Maria Madalena/RJ, José Teixeira Portugal foi Substituto de Sub-delegado (1.865 pág. 189); substituto de Delegado (1.875 pág. 207 e 1.876 pág. 227); Vereador (anos 1.875 pág. 206 e 1.876 pág. 226); Juiz Municipal e de Órfãos substituto (ano 1.877 pág. 243); e Fazendeiro de café (anos de 1.875 pág. 207; 1.876 pág. 227; 1.877 pág. 245; 1.878 pág. 234; 1.881 pág. 138; 1.882 pág. 1876);
(6) Francisco, nasceu em
Santa Maria Madalena, então pertencente à Freguesia de São Pedro de
Cantagalo/RJ, aos 11 de agosto de 1.840, onde foi batizado aos 11 de setembro de
1.840 (Livro de batismos de 1.838 a 1.842, fls. 102-vº, Termo
163, da Igreja do Santíssimo Sacramento de Cantagalo), faleceu aos
06 de março de 1.857, com 17 anos, em Santa Maria Madalena/RJ (fls.
11-verso do livro nº 01 , de Óbitos da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ);
(7) Alexandrina Teixeira Portugal (Alexandrina Maria de Jesus), nasceu em Santa Maria Madalena, então pertencente à Freguesia de São Pedro de Cantagalo/RJ, aos 30 de março de 1.842, onde foi batizada aos 13 de maio de 1.842 (Livro de batismos de 1.838 a 1.842, fls. 171/171-vº, da Igreja do Santíssimo Sacramento de Cantagalo), casou-se em Santa Maria Madalena, aos 13 de junho de 1.859, com o Português (da Freguesia de Santiago da Cruz, do Concelho de Vila Nova de Famalicão, Distrito de Braga) Manoel da Costa Faria (23.04.1831 – 28.07.1901), filho de José da Costa e Maria de Oliveira, sendo padrinhos os Srs. José Teixeira Portugal Freixo e Manuel Antônio da Silveira e celebrante o Pe. Francisco da Madre de Deus Cunha (Livro referente aos casamentos realizados de 1.855 a 1.868, fls. 18-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ), com quem teve os seguintes filhos: Celina, nasceu em Santa Maria Madalena aos 20 de abril de 1.860, onde foi batizada aos 24 de maio de 1.860; Antônio (nascido no ano de 1861, casou-se, em Euclidelândia, aos 23 de junho de 1.885 com Rita Clara Teixeira, nascida em São Sebastião do Alto no ano de 1.872, filha de João Teixeira Leite e Rita Clara Teixeira); Rosa (Lolosa, nasceu à 1º de novembro de 1.862, foi batizada aos 30 de novembro de 1.862 – Lv. 01 fls. 126-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena); José nasceu em Santa Maria Madalena aos 28 de maio de 1.864, onde foi batizada aos 10 de julho de 1.864 e onde se casou aos 22 de janeiro de 1.908 com Amélia Barbosa de Ancheta, natural de Conceição de Macabu, filha de Sizinando José de Ancheta e Egídia Maria da Silva Barbosa); Manoel (que se casou com Isabel Alves Maia, que, depois de viúva, casou-se com o português Antônio da Silveira); Isabel, (nasceu aos 26 de janeiro de 1.867, foi batizada aos 21 de abril de 1.867 – Lv. 01 fls. 191, da Paróquia de Santa Maria Madalena); João (nasceu em Santa Maria Madalena aos 04 de janeiro de 1869, onde foi batizado aos 18 de abril de 1869 – Lv. 01, fls. 224 - casou-se com Matilde); Maria (nasceu aos 10 de agosto de 1.870, foi batizada aos 02 de outubro de 1.870 – Lv. 02, fls. 6-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena); Rachel Maria de Jesus Faria (nasceu em Santa Maria Madalena aos 25 de junho de 1872, onde foi batizada aos 28 de dezembro de 1872 – Lv. 02, fls. 23 – casou-se com seu primo Antônio Alves Maia, filho de Rosa Maria Teixeira); Anna (nasceu em Santa Maria Madalena aos 09 de abril de 1874, onde foi batizada aos 09 de maio de 1874 – Lv. 02, fls. 33v); e Angélica (nasceu aos 05 de março de 1.876, foi batizada aos 14 de maio de 1.876 - Livro nº 02, fls. 59v/60, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ, casou-se aos 04 de fevereiro de 1.893 com seu primo Manoel Alves Maia, filho de Antônio Alves Maia e Rosa Maria Teixeira). Alexandrina faleceu, em Santa Maria Madalena/RJ, aos 04 de outubro de 1.920.
Manoel da Costa Faria foi, em Santa Maria Madalena, sitiante, conforme registro no Almanaque Laemmert dos anos de 1.862 pág. 311; 1.864 pág. 249; 1.863 pág. 295 e 1.878 pág. 234.
Conta-se uma história de Rosa (Lolosa), filha de Alexandrina, que, um determinado dia, deitou-se e disse que nunca mais se levantaria da cama e, de fato, não mais se levantou. Conta-se que foi decorrente de um choque (trauma) que teve quando seu pai disse que havia lhe arrumado um marido, como era costume da época, mas ela era muito jovem e não pensava em casamento;
(8) Antonia Teixeira Portugal, nasceu aos 29 de março de 1.844, em Santa Maria Madalena, então pertencente à Freguesia de Cantagalo onde foi batizada aos 26 de abril de 1.844, padrinhos Manoel de Souza da Silva e sua mulher Maria Luiza do Espírito Santos, sendo o celebrando o Pe. José de Santa Mônica Diniz (Livro nº 01 e 02, fls. 54-verso, termo 60) e se casou, na Freguesia de Santa Maria Madalena, aos 09 de março de 1.861, com o português Manoel Ferreira dos Santos Bastos, de São João Baptista de Gatão, Distrito de Porto, nascido e batizado aos 21 de janeiro de 1.825, filho de Antônio Ferreira e Luiza Maria (Livro nº 01, referente aos casamentos realizados de 1.855 a 1.868, fls. 25, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ), com quem teve os seguintes filhos: Maria da Glória (nasceu em Santa Maria Madalena aos 25 de dezembro de 1.875, onde foi batizada aos 20 de janeiro de 1876 - Livro s/nº de apontamentos de batizados, fls. 58, da Paróquia de Santa Maria Madalena e Lv 2, fls. 53v-, casou-se aos 16 de julho de 1.892 com Agenor Rangel de Azeredo Coutinho, nascido no ano de 1.869, filho de Ignácio Rangel de Azeredo Coutinho – Prof. de letras e escrivão em São Francisco de Paula e depois 1º Tabelião em Santa Maria Madalena -, e Ercília de Souza Rangel - Livro nº 02, fls. 05, termo 10, da Paróquia de Santa Maria Madalena); Manoel (nascido, em Santa Maria Madalena, aos 30 de dezembro de 1.876 e batizado aos 07 de janeiro de 1.877); Alda (nascida à 1º de abril de 1.878 e batizada aos 21 de abril de 1.878 - Livro s/nº de apontamentos de batismo, fls. 89, da Paróquia de Santa Maria Madalena); Olga; José; Ana (casou-se aos 23 de abril de 1.902 com seu primo Tito, filho de José Teixeira Cipriano e Ana Teixeira Portugal); e Francisco. Antonia Teixeira Portugal faleceu em Santa Maria Madalena aos 12 de julho de 1.914.
Manoel Ferreira dos Santos Bastos foi, em Santa Maria Madalena, Pedreiro (ano 1.862 pág. 130; 1.863 pág. 294; 1.864 pág. 248; e 1.865 pág. 191); Negociante (ano 1.878 pág. 233) e Proprietário de casa de Secos & Molhados (1.882 pág. 1874), conforme registro no Almanaque Laemmert;
(9) Deolinda Teixeira Portugal, nasceu em Santa Maria Madalena, então pertencente à Freguesia de São Francisco de Paula (Trajano de Morais), onde foi batizada, casou-se aos 14 de abril de 1.866, com Joaquim Alves Nogueira (Livro referente aos casamentos realizados de 1.855 a 1.868, fls. 62, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ), ele, Português, nascido aos 15 de maio de 1.830 e batizado no dia 19 do mesmo mês e ano, na Freguesia de São Cristóvão de Candemil, Concelho de Amarante, Distrito de Porto, era filho de Domingos Nogueira e Delfina Alves. Deixaram Santa Maria Madalena e fixaram residência em Cataguases/MG, onde faleceram, ela aos 29 de abril de 1.913, de problemas cardíacos e infecção intestinal (Lv C-13, fls. 118 e v, termo 72). Deolinda e Joaquim tiveram, pelo menos, duas filhas: Alda (Nenê), que se casou com José Policarpo Faria, natural de Portela/RJ e falecido em Cataguases, vítima da gripe espanhola, filho de Antônio Carlos de Farias e Maria Cândida Farias, com quem teve os seguintes filhos: José Policarpo Faria Junior, Maria de Lourdes Faria, Scionara Faria, Célia Faria, Zilá Faria e Maria da Glória Faria) e Elisa (Yaya), que se casou com Ivo Queiroz, com quem teve, pelo menos, os seguintes filhos: João Evangelista, que se casou com Aurides Cortines; Iracy, que se casou com Olímpio Machado; Guiomar, que se casou com José Vieira Furtado; Antônia Aparecida, que se casou com Raimundo Leonardo e Wilson, que se casou com Carmelina Lopes de Oliveira. Apesar da família residir em Cataguases/MG, tanto Alda quanto Elisa estudaram no conceituado Colégio Braune, de Nova Friburgo/RJ. Viúva Deolinda passou a viver maritalmente com Virtulino Rocha Fernandes, dentista e conceituado político de Cataguases, onde exerceu o cargo de Presidente da Câmara, juntos tiveram uma filha: Isabel Maria Madalena (Petita), que faleceu solteira no Rio de Janeiro/RJ;
(10) Manoel José Teixeira Portugal Junior, nasceu em Santa Maria Madalena, então pertencente à Freguesia de São Francisco de Paula, aos 14 de novembro de 1.848, onde foi batizado aos 06 de janeiro de 1.849 (Livro nº 01, da Igreja do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais), casou-se com Leopoldina Augusta Lemgruber, nascida em São Sebastião do Alto/RJ, aos 08 de março de 1.863, filha de Johann Batista Lemgruber e Agostinha Belliene, neta paterna de Ignaz Lemgruber e Luzia Hartmann e materna de Giuseppe Lorenzo Belliene (da Comune de Zelbio, Província Como, Lombardia, Itália) e Marianne Barth Tardin. Não tiveram filhos, ele faleceu aos 14 de setembro de 1.919 e ela, no Rio de Janeiro, de insuficiência cardíaca, aos 23 de janeiro de 1.956, com 93 anos de idade, tendo sido sepultada no Cemitério de São João Batista, Sep. 16.148, Quadra 21 – 2º Plano (4ª Circunscrição – Lvº 126, fls.. 282-verso) em jazigo adquirido por Alcina Kropt Portugal aos 22 de julho de 1.946 (Livro 90 fls. 155).
Conforme registro no Almanaque Laemmert, em Santa Maria Madalena/RJ, Manoel José Teixeira Portugal Junior foi Substituto de Sub-delegado (1.881 pág. 137) e Fazendeiro de café (anos de 1.881 pág. 138; 1.882 pág. 1876; e 1.883 pág. 523);
(11) Joaquim José Teixeira Portugal, nasceu em Santa Maria Madalena, então pertencente à Freguesia de São Francisco de Paula, aos 13 de maio de 1.850, onde foi batizado aos 19 de junho de 1.850 (Livro nº 1-B, fls. 11-vº, da Igreja do Sagrado Coração de Jesus de Trajano de Morais), casou-se aos 25 de outubro de 1.879, na Freguesia de Santa Rita do Rio Negro (Euclidelândia), com Lúcia Clara Teixeira Leite, filha de João Teixeira Leite e Rita Clara Teixeira, nascida em São Sebastião do Alto, com quem teve os seguintes filhos: João (casou-se aos 13 de fevereiro de 1.904 com sua prima Herondina, filha de João Teixeira Portugal e Felícia Alves Serra - Livro nº 02, fls. 78, termo 463, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ); Manoel (casou-se aos 20 de fevereiro de 1.909 com Emília Fontes Bicalho - Livro nº 03, fls. 25, termo 4, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ), Anísio (casou-se aos 08 de setembro de 1.906 com sua prima Catharina, filha de João Teixeira Portugal - Livro nº 03, fls. 05/05-vº, termo 636, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ); Joaquim (nasceu em Santa Maria Madalena aos 15 de fevereiro de 1.897, onde foi batizado aos 27 de março de 1.897 - Livro nº 04, fls. 15, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ); Rosa (nasceu em Santa Maria Madalena aos 06 de fevereiro de 1.892, onde foi batizada aos 27 de maio de 1.892 - Livro nº 02, fls. 68-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ); Isabel Clara (que se casou, em Santa Maria Madalena, aos 21 de setembro de 1.901, com seu primo Jesuíno, filho de José Teixeira Cipriano e Anna Teixeira Portugal), Felismina; Rita; Plínio (nasceu em Santa Maria Madalena aos 30 de março de 1900, onde foi batizado aos 23 de junho de 1900 – Lv 04 fls. 200v da Paróquia de Santa Maria Madalena); Reinaldo; José (nasceu em Santa Maria Madalena aos 05 de agosto de 1.893, onde foi batizado aos 10 de maio de 1.893 - Livro nº 03, fls. 48-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ); e Francisco (nasceu em Santa Maria Madalena aos 21 de agosto de 1.894, onde foi batizado a 01 de dezembro de 1.894 - Livro nº 03, fls. 120, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ). Joaquim José Teixeira Portugal faleceu em Santa Maria Madalena aos 08 de julho de 1.932 (Lv C-09, fls. 44v – 1º Distrito).
Conforme registro no Almanaque Laemmert, em Santa Maria Madalena/RJ, Joaquim José Teixeira Portugal foi Lavrador de café (anos 1.881 pág. 139; 1.882 pág. 1876; e 1.883 pág. 522);
(12) Isabel Teixeira Portugal, nasceu em Santa Maria Madalena aos 07 de fevereiro de 1.852, onde aos 11 de abril do mesmo ano foi batizada (Livro nº 01, fls. 19-verso, consta também assento às fls. 64/65 do mesmo livro), casou-se, aos 30 de abril de 1.870, com João Machado Botelho (Livro nº 02, fls. 01-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ), ele nascido aos 13 de novembro de 1.837 na Fazenda Monte Verde, em São Sebastião do Alto, então pertencente à Freguesia de Santa Rita do Rio Negro (Euclidelândia - Cantagalo/RJ), onde foi batizado aos 26 de junho de 1.838 (Lv dos anos de 1.838/1.842 fls. 11/11-verso, termo 28), filho de Joaquim Machado Botelho e Caetana Josefa da Conceição, neto paterno de João Machado de Botelho e Catharina do Rozário da Conceição (que também usava o nome de Catarina do Rosário da Cunha) e materno de José dos Santos Leal e Maria Rosa de Jesus. Juntos tiveram apenas um filho chamado Sebastião, falecido aos 10 anos de idade vítima de meningite. João faleceu aos 25 de abril de 1.873 e viúva Isabel casou-se com Francisco José Gonçalves Neves Junior (Livro s/nº de papeis que não tem eras e nem data de casamento, fls. 39-verso, termo nº 06 – da Paróquia de Santa Maria Madalena -, natural da Freguesia de São Francisco de Paula, onde nasceu aos 21de setembro de 1.846 e onde foi batizado aos 22 de dezembro de 1.846, filho de Francisco José Gonçalves Neves e Maria José Gonçalves Neves - Lv 02, fls. 117), com quem teve um filho (Jorcelino, nascido aos 26 de dezembro de 1.875, batizado aos 02 de janeiro de 1.876 - Livro 02, fls. 53-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena -, que faleceu aos 15 anos de idade vítima de grupe). Em 1.877 Isabel já era falecida, tendo seu ex-marido (Francisco José Gonçalves Neves Junior) contraído matrimônio com sua irmã Jesuína Teixeira Portugal.
Conforme registro no Almanaque Laemmert, em Santa Maria Madalena/RJ, João Machado Botelho foi Fazendeiro de café (anos 1.875 pág. 207). Francisco José Gonçalves Neves Junior foi 2º Juiz de Paz (ano 1.881 pág. 139) e Lavrador de café (ano 1.882 pág. 1876; e 1.883 pág. 522);
(13) João Teixeira Portugal, nasceu em Santa Maria Madalena aos 22 de dezembro de 1.853, onde foi batizado aos 12 de fevereiro de 1.854, padrinhos José Teixeira Portugal e Nossa Senhora Protetora, (termo lavrado aos 15 de maio de 1.855 - Livro nº 01, fls. 28-verso) e onde faleceu aos 20 de agosto de 1.856 (Lv 1, fls. 9-v da Paróquia de Santa Maria Madalena);
(14) Margarida Teixeira Portugal, nasceu aos 05 de setembro de 1.855 em Santa Maria Madalena, onde foi batizada aos 07 de outubro de 1.855, padrinhos João de Souza Botelho e Nossa Senhora Protetora (Livro nº 01, fls. 33-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ), casou-se com o português Antônio José Pereira Pontes, com quem teve os seguintes filhos: Manoel, nasceu aos 18 de fevereiro de 1.873, batizado aos 05 de junho de 1.874 - Livro nº 02, fls. 40, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ, casou-se aos 07 de janeiro de 1.893, em Santa Maria Madalena, com Rosenda Junger, nascida no ano de 1.873, filha de Alexandre Henrique Junger e Carlota Maria Junger - Livro nº 02, fls. 11-verso/12 da Igreja de Santa Maria Madalena, neta paterna de João Henrique Junger, este nascido no ano de 1.807 na Alemanha e falecido em Santa Maria Madalena aos 21 de setembro de 1.869); João (nasceu em Santa Maria Madalena aos 28 de março de 1.874, onde foi batizado aos 09 de maio de 1.874 Livro nº 02, fls. 34v, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ, casou-se, aos 25 de novembro de 1.893, com sua prima Ana Maria Cipriano Pontes, filha de José Teixeira Cipriano e Ana Teixeira Portugal (Livro nº 02, fls. 21-verso da Igreja de Santa Maria Madalena e Lv. nº B-02, fls. 185vº, termo 61, do 1º Distrito de Santa Maria Madalena/RJ), com quem teve os seguintes filhos: Eroides, José, Bráulio, Antônio, João Batista, Tude, Alyde, Eloé, Maria Militina, Oswaldina e Nayde; foi vereador de Santa Maria Madalena de 1.911 a 1.913 e de 1.927 a 1.929, faleceu aos 10 de julho de 1.936, com 62 anos de idade); Antônio (casou-se em Santa Maria Madalena, aos 08 de setembro de 1.897, com Maria Ramira de Sousa, filha de Jerônimo Francisco de Sousa e Maria Teodora da Silva (Lv 2, fls. 46, de Matrimônio da Igreja de Santa Maria Madalena), neta paterna de Francisco Antônio de Souza e Maria Rosa de Jesus e materna de Francisco Inácio da Silva e Joaquina Angélica de Jesus); Maria Isabel (Filota, nasceu aos 06 de abril de 1.876 e batizada aos 25 de maio de 1.876 - Livro nº 02, fls. 61/61-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ); Maria Luiza (que aos 28 de maio de 1.892 casou-se com Luiz Christovão da Trindade, filho de Marallino Antônio da Trindade e Sabina Maria Leopoldina- Lv 02, fls. 03, de Casamentos da Paróquia de Santa Maria Madalena); Herondina (que nasceu aos 28 de maio de 1.877 e batizada aos 04 de fevereiro de 1.878 - Livro s/nº de apontamentos de batismo, fls. 87, da Paróquia de Santa Maria Madalena, que se casou aos 25 de novembro de 1.893, em Santa Maria Madalena, com seu primo José Cipriano Teixeira, filho de José Teixeira Cypriano e Anna Teixeira Portugal).
Conta-se que quando Margarida nasceu, Manoel José Teixeira Portugal teria dito a Antônio José Pereira Pontes que lá na casa dele teria nascido uma menina para se casar com ele. De fato o casamento se realizou quando Margarida completou 15 anos. Conta-se ainda que Antônio José Pereira Pontes aprendeu a ler e a escrever com seus próprios filhos, os quais foram encaminhados a importantes escolas, inclusive na Corte (Rio de Janeiro).
Conforme registro no Almanaque Laemmert, em Santa Maria Madalena/RJ, Antônio José Pereira Pontes foi Fazendeiro de café (ano 1.878 pág. 233);
(15) João Teixeira Portugal, nasceu em Santa Maria Madalena aos 29 de outubro de 1.857, onde foi batizado aos 04 de novembro de 1.857 (Lv 01, fls. 59/59vº, da Paróquia de Santa Maria Madalena), casou-se em Nova Friburgo/RJ aos 19 de julho de 1.879 com Felícia Alves Serra, filha do Cap. Jerônimo Alves Serra e Catarina Maria de Jesus Botelho, neta paterna de Felix Alves Serra e Felícia Maria de Gouvêa e materna do Cap. João de Sousa Botelho e Maria Joaquina de Jesus Lopes, padrinhos Jose Antônio Serpa e José Teixeira Portugal Freixo (Lv 01, fls. 275, ano 1879, da Catedral de São João Baptista de Nova Friburgo/RJ). Juntos tiveram os seguintes filhos: Herondina (casou-se, em Santa Maria Madalena, aos 13 de fevereiro de 1.904 com seu primo João, filho de Joaquim José Teixeira Portugal e Lucia Clara Teixeira Portugal); Jerônimo (engenheiro agrônomo, casou-se, em Santa Maria Madalena, aos 21 de dezembro de 1.901, com Araminta Girolame, filha de Silvestre Girolame e Amélia Maria Cathemol); Norberto; João Serra Portugal (ex-compatente); Manoel; Catarina (casou-se com seu primo Anisio, filho de Joaquim José Teixeira Portugal); Isabel (nasceu em Santa Maria Madalena aos 04 de julho de 1.892, onde foi batizada aos 16 de abril de 1.893 – Lv 03, fls. 25); e Juvenal (nasceu em Santa Maria Madalena aos 06 de dezembro de 1.893, onde foi batizado aos 19 de fevereiro de 1.894 – Lv 03, fls. 72) João Teixeira Portugal faleceu em Santa Maria Madalena aos 11 de agosto de 1.908 (Lv de Óbito 1.906/1.914, fls. 28v da Paróquia de Santa Maria Madalena).
Conforme registro no Almanaque Laemmert, em Santa Maria Madalena/RJ, João José Teixeira Portugal foi Lavrador de café (anos 1.881 pág. 139; 1.882 pág. 12876; e 1.883 pág. 522);
(16) Francisco Teixeira Portugal, nasceu em Santa Maria Madalena aos 03 de agosto de 1.859, onde foi batizado aos 02 de novembro de 1.859, padrinho o próprio celebrante, Pe. Francisco da Madre de Deus Cunha e Nossa Senhora da Conceição (Livro nº 01 fls. 86-verso), casou-se com Clara Augusta Lemgruber, nascida em São Sebastião do Alto, aos 31 de maio de 1.863, filha de Johann Batista Lemgruber e Agostinha Belliene, neta paterna de Ignaz Lemgruber e Luzia Hartmann e materna de Giuseppe Lorenzo Belliene (da Comune de Zelbio, Província Como, Lombardia, Itália) e Marianne Barth Tardin. Juntos tiveram os seguintes filhos: Jorcelino, (casou-se com Alcina Kropf, filha de João Kropf Sobrinho e Maria Lemgruber, faleceu no Rio de Janeiro aos 18 de fevereiro de 1.946, Alcina faleceu também no Rio de Janeiro aos 02 de janeiro de 1.981); Clara (nasceu em Euclidelândia aos 22 de julho de 1.882, onde foi batizada aos 12 de setembro de 1.882 - Livro nº 05, fls. 70-verso, termo 195, casou-se aos 15 de janeiro de 1.910 com Eugenio Lemgruber Kropf - Livro nº 03, fls. 31/31-verso, termo 3, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ -, ele nascido em Cantagalo onde foi batizado aos 08 de setembro de 1.880, filho de João Kropf Sobrinho e Maria Lemgruber; Agostinha (nasceu aos 25 de abril de 1.884, casou-se, em Santa Maria Madalena, aos 15 de janeiro de 1.902, com seu primo Manoel, filho José Teixeira Portugal e Felisbina Luisa Ribeiro, onde faleceu aos 26 de julho de 1.913); Isabel (nasceu em Santa Maria Madalena onde se casou aos 16 de janeiro de 1.902 com o Cel. Manoel Antônio de Morais Junior - viúvo de Maria Justina Cornélio -, nascido em São Francisco de Paula aos 14 de dezembro de 1.853, filho de Manoel Antônio de Morais e Antonia Rosa da Silva, neto paterno de Manoel Antônio de Morais e Maria Teresa de Jesus Melo e materno de Antônio Rodrigues de Morais e Basília Rosa da Silva – Baronesa de Duas Barras, viúva Izabel casou-se com Lourival de Oliveira); Francisca (nasceu em Santa Maria Madalena aos 07 de julho de 1.887, onde foi batizada aos 15 de março de 1888 - Livro nº 02, fls. 64, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ - casou-se com João Kropf, filho de João Kropf Sobrinho e Maria Lemgruber); Francisco (casou-se com Iracema de Oliveira); Raul (nasceu em Santa Maria Madalena aos 04 de setembro de 1890, onde foi batizado aos 31 de maio de 1892 - Livro nº 02, fls. 69v, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ); Átila (médico e industrial do ramo de artefatos de Borracha em Engenheiro Paulo de Frontin/RJ, nasceu em Santa Maria Madalena aos 12 de março de 1.892, onde foi batizado aos 31 de maio de 1.892 - Livro nº 02, fls. 69-verso, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ – casou-se com Isabel Braune); João (nasceu em Santa Maria Madalena aos 04 de abril de 1898, onde foi batizado aos 03 de agosto de 1900 - Livro nº 04, fls. 206v, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ e onde se casou-se com Isaura Monteiro, viúvo casou-se com Zita de Sousa Lima); Manoel (casou-se com Rosa Cividanes); Hugo (casou-se com Lucilia Lopes, fazendeiro em Santanésia, Barra do Piraí/RJ); Oto (nasceu em Santa Maria Madalena aos 25 de junho de 1900, onde foi batizado aos 25 de junho de 1900 - Livro nº 04, fls. 206v, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ e casou-se com Alzira Duncan); Nilo (nasceu em Santa Maria Madalena aos 18 de junho de 1919, onde foi batizado aos 15 de janeiro de 1910 - Livro nº 09, fls. 111v, Termo 7, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ e casou-se com Adelaide de Oliveira); e Alda (casou-se com Paulo Deslandes).
Conforme registro no Almanaque Laemmert, em Santa Maria Madalena/RJ, Francisco José Teixeira Portugal foi Inspetor de Quarteirão (anos 1.881 pág. 137 e 1.882 pág. 1874); e
(17) Jesuína Maria Teixeira, nascida em Santa Maria Madalena aos 29 de março de 1.863, onde foi batizada aos 31 de março de 1.863, padrinhos José Teixeira Portugal e Nossa Senhora Protetora (Livro nº 01, fls. 132, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ), casou-se com Francisco José Gonçalves Neves Junior (viúvo de sua irmã Isabel), com quem teve 14 (quatorze) filhos, dos quais 04 (quatro) faleceram ainda criança, sobrevivendo os seguintes: Álvaro (nasceu em Santa Maria Madalena aos 31 de agosto de 1879, onde foi batizado – Lv 07 – fls. 126 - e onde faleceu aos 04 de julho de 1.912 em conseqüência de suicídio, casou-se aos 31 de agosto de 1.903 com Maria Neves de Almeida - Livro nº 02, fls. 75-verso/76, termo 450, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ - filha de Manoel Inocêncio de Almeida e Ana Gonçalves Neves); Manoel; Jocelino (nasceu em Santa Maria Madalena aos 19 de maio de 1883, onde foi batizado – Lv 07 – fls. 126); Archimedes (nasceu em Santa Maria Madalena aos 14 de abril de 1886, onde foi batizado – Lv 07 – fls. 126v - Professor, casou-se aos 30 de dezembro de 1.915 com Areuzilda Freire Rocha - Livro nº 03, fls. 78/78-verso, termo 22, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ); Maria Isabel (nasceu em Santa Maria Madalena aos 30 de agosto de 1888, onde foi batizada – Lv 07 – fls. 126v); Aristeu (nasceu em Santa Maria Madalena aos 03 de setembro de 1890, onde foi batizado – Lv 07 – fls. 126v) - formou-se em direito, lecionou no Mosteiro de São Bento, no Rio, casou-se aos 29 de dezembro de 1.817, com 27 anos, com Maria Izabel Portugal Pontes Trindade, com 16 anos, filha de Luiz Cristovão Trindade e Maria Luiza Portugal Pontes Trindade - Livro nº 03, fls. 105, termo 77, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ); Tude (nasceu em Santa Maria Madalena aos 26 de março de 1.892, onde foi batizado aos 31 de maio de 1.892, padrinhos Manoel Teixeira Portugal e Leopoldina Lemgruber Portugal – Lv. 02, fls. 69vº/70, termo 56); Lauriana (nasceu em Santa Maria Madalena aos 05 de outubro de 1.893, onde foi batizada aos 26 de março de 1.894 – Lv 03, fls. 80 e onde faleceu aos 04 de outubro de 1.960); Mateus; Francisco (conhecido como Professor Francisco Portugal Neves, nasceu em Santa Maria Madalena aos 02 de abril de 1896, onde foi batizado aos 14 de junho de 1896 – Lv 03, fls. 191); Cândido (nasceu em Santa Maria Madalena aos 11 de março de 1.898, onde foi batizado aos 21 de maio de 1898 – Lv 04, fls. 67v); e Joaquim (pai de Angela, nasceu em Santa Maria Madalena, aos 03 de setembro de 1.899, onde foi batizado aos 03 de março aos 3 de março de 1900 e onde se casou aos 26 de setembro de 1.929, com Altair Freire de Moraes, com 24 anos, filha de Alcides Pereira de Morais e Leocádia Cândida Freire, neta paterna de João Pereira de Morais e Luisa Rodrigues de Morais e materna de Francisco Luis da Silva Freire e Maria Luisa de Figueiredo Bogado - Livro nº 04, fls. 14, termo 28, da Paróquia de Santa Maria Madalena/RJ – faleceu aos 24 de outubro de 1.973). Francisco José Gonçalves Neves Junior faleceu, de pneumonia, aos 08 de janeiro de 1.900 e Jesuína aos 04 de novembro de 1.945. Joaquim Portugal Neves relata que sua mãe era alegre, morena, gorda, sadia, amiga de todos e tinha uma memória invejável. Francisco José Gonçalves Neves Junior deixou sua jovem esposa viúva e com vários filhos pequenos, sendo que Álvaro (o filho mais velho) tomou a frente dos cuidados da família, mas suicidou-se inexplicavelmente, causando profundo desgostos a mãe que dizer ter ficado viúva duas vezes, uma pela morte do marido e outra pela morte do filho que tento amava e a ajudava.
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