GENEALOGIA BRASILEIRA
Estado do Pará, Brasil - A Imigração Árabe (Genealogia, Memória e Homenagens)

Família: GORAYEB II

                                   Lênio Luiz Richa (lenioricha@yahoo.com.br)

 

 

          Abid Feres Abon Arrelle, estando doente, permaneceu em Beirute, onde morreu pouco tempo depois de 1914, cc. Aracha Gorayeb, com pelo menos: 

1.1 Elias Feres Gorayeb, n. 1907, Líbano, veio para o Brasil em 1914, com sua mãe que escolheu a cidade de Castanhal, onde tinha parentes, para morar. Elias transferiu-se para a casa dos tios, em Belém, para estudar. Serviu o exercito no Rio de Janeiro e voltou para Belém, onde se formou Guarda-livros pela escola Fenix Caixeiral Paraense e suas notas eram publicadas no jornal "Folha do Norte" invariavelmente 100 (nota máxima da época) em todas as matérias. Adoecendo dos pulmões, foi morar com sua mãe em Tauari, onde se recuperou. Mudou-se para Piabas e montou um comércio que tramitava com o de Miraselvas onde conheceu sua primeira esposa. Casou-se em 1934 com Nilse Rodrigues de Sousa e mudou-se para Tracuateua. Como funcionário federal, vinculado ao Ministério da Agricultura, trabalhou no Instituto Agronômico do Norte, recém-instalado em Tracuateua.

       Instalado em uma ampla casa próximo ao Instituto, percebeu a completa falta de acesso à educação e ao conhecimento, por parte da maioria dos pequenos agricultores que constituíam a "clientela" do Instituto; e então resolveu criar, em sua casa, uma escola informal, para ministrar-lhes ensinamentos básicos de português, matemática, ciências e conhecimentos gerais. Nada cobrava por isso. Além dos ensinamentos, dava-lhes também as primeiras lições de civismo e cidadania: por exemplo, por ocasião da Semana da Pátria, organizava um desfile com todos os alunos pelas ruas de Tracuateua, todos cantando os hinos patrióticos e desfraldando a bandeira nacional. Ele foi um pioneiro na época, em Tracuateua e talvez em todo o Pará, em iniciativas como voluntariado, participação social e cidadania  -  conceitos e atividades que ninguém na época conhecia. Na verdade, na época nem existiam ainda os termos "voluntariado", "participação" e "cidadania" tais como os conhecemos hoje. 

       Nilse morreu em 1936 por ocasião do parto do primeiro filho. Elias casou novamente, em 1939, com Olga Carmen Rodrigues de Sousa, com quem teve 15 filhos.

       Em 1954, foi transferido para Belém e continuou trabalhando no Ministério da Agricultura até se aposentar. Quando se transferiu para Belém, exerceu efetivamente a profissão de contador, pois fazia a escrituração de várias firmas importantes.

       Elias Feres Gorayeb morreu em Belém, de câncer, no dia 6 de março de 1970, aos 62 anos.

       Como reconhecimento ao pioneirismo e aos muitos anos dedicados à educação em Tracuateua, o professor Antônio Jorge Pinheiro homenageou-lhe, mudando o nome da escola Padre Sátiro, fundada em 30 de maio de 1981, para Elias Feres Gorayeb.

       Da 1ª esposa teve filho único:

2.1 Elias de Sousa Gorayeb, 1º filho, n. 1936.

       Da 2ª esposa 15 filhos (vide acima).

 

Nota nº 1:

Fonte: José, Inocêncio e Elias Sousa Gorayeb. Colaboração: Antônio Jorge Pinheiro.

Nota nº 2:

Fonte: Esta excelente biografia já estava publicada no site "Tracuateua". Aqui apenas um resumo, por gentileza da sua autora, a Sra. Cristina Silveira, de São José dos Campos, SP.

 

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