GENEALOGIA BRASILEIRA
Estado da Bahia, Brasil - A Imigração Árabe (Genealogia, Memória e Homenagens)

Famílias: Árabes na obra de Jorge Amado

                                Lênio Luiz Richa (lenioricha@yahoo.com.br)

 

 

          Trecho do artigo "Personagens Árabes na Obra de Jorge Amado", de Jorge Medauar, romancista, contista e poeta: 

"Quem poderá dizer que Jorge Amado não conviveu, no Vesúvio, na cidade de Ilhéus, com Nacib e Gabriela, por exemplo, já que a casa do grande romancista (hoje Fundação Cultural de ilhéus) era vizinha daquele bar? Os Nazal, Medauar, Maron, Daneu, Chalub, eram famílias de Ilhéus, portanto pessoas de seu convívio. Daí a matéria-prima. O retrato. A matriz. Assim, o Abdula, comerciante em Feira de Santana, é tão legítimo quanto Nacib, o Maron ou o Daneu, que eram de verdade, da vida real. Jorge Amado tem, dentro dele próprio o modelo de seus personagens árabes. Não precisou inventar. Não é, pois, sem razão que despontam com naturalidade em quase toda a sua obra. Verdade que outros romancistas têm personagens árabes, mas nenhum apresenta mais sírios, libaneses, descendentes do que Jorge Amado. Seu rol é imenso, e ainda maior se considerarmos as misturas. Como no caso desse Antônio Bruno, com nome de brasileiro, mas com "romântico perfil de beduíno". Era neto do árabe Fuad Maluf e está em Farda, Fardão, Camisola de Dormir. Do mesmo modo, dona Fifi, mesmo com nome que nada tem de sírio ou libanês: é árabe, mãe de um malandro de dezessete anos. Está no País do Carnaval. Bia Turca, nome meio dúbio, porque apelido, está em Tereza Batista. E dona Émina Silva, esposa do Dr. Ives e mãe de "bonitas filhas", é da rua do Sodré, da Bahia, e, como os citados, descendente de sírios."

 

Nota nº 1:

Fonte: Site http://www.hottopos.com/collat7/medauar.htm, gentilmente indicado pelo Sr. Matheus Chalub.

 

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