GENEALOGIA BRASILEIRA
Estado do Rio de Janeiro, Brasil - A Imigração Árabe (Genealogia, Memória e Homenagens)

Família: TAMY

                                     Lênio Luiz Richa (lenioricha@yahoo.com.br)

 

                Foram pelo menos 4 irmãos, dos quais, 3 vieram para o Brasil:

1.1. Iskandar Youssef Tohme (Alexandre José Tamy), n. 1886, f. 1958, sempre viveu em Damour na casa construída por seu pai, toda em pedra com amplos pomares, lá casou, e deixou descendência no Líbano e no Canadá.

1.2 Francisco José Tamy, cujo nome no Líbano era Chaker, n. 1877, em 1938, juntamente, com o seu irmão Felippe José Tamy, abaixo, foram ao Consulado Francês (pois nessa época o Líbano ainda era protetorado da França) requerer a cidadania libanesa. 

1.3 Felippe José Tamy (conhecido no Líbano como Chucri) nasceu em Damour, em 15 de abril de 1879, f. 1944. Possuidor de abundantes recursos no Líbano estabeleceu-se no Brasil no começo do século XX, numa região que atualmente foi desmebrada do Município de Campos (Italva, Cardoso Moreira), comprando uma bela e extensa fazenda destinada à plantação de cana-de-açúcar, com engenho próprio, produzindo açúcar mascavo, além de plantações, principalmente de arroz, utilisando o regime de colonato.

    Seguindo o antigo costume dos católicos maronitas do Líbano (que casavam muitas vezes sem conhecer a esposa e nunca tendo feito à corte), comprometeu-se com sua parente, Hanné (Ana) Calil, nascida em 24 /06/1903 e f. 1959, que veio para o Brasil juntamente com seu pai, já viúvo, de nome Miguel Antonio Calil Tamy, n. 1876, f. 1956, e Chahine Felix Abdalla, para contrair matrimônio, tendo ela uns 13 anos.
   Contava-se em família que era um homem de muita força física, conseguindo contrapôr a força de 2 a 3 homens. E embora vivendo na fazenda, e em um clima quente, nunca saía sem estar bem trajado e sempre de terno.
   Sua mulher, conhecida como D. Ana, era um espírito enérgico, mas também muito bondosa, sempre recebendo visitas, muitas vezes dos párocos, que tinha prazer em convidar para as refeições. Suas filhas recordavam que sempre estava elegantemente trajada e portando suas jóias favoritas.
   Por volta dos anos 40 Felippe Tamy veio a falecer e todo esse patrimônio teve que ser administrado por sua viúva, que também tinha todos os irmãos, que vieram do Líbano, morando perto dela. Mas a decadência foi inevitável, mesmo assim ela continuou com o regime de colonato e quando morreu ainda possuia todas as terras que herdara, deixando cada um dos filhos com boa quantidade de terra e gado.
   O Sr. Miguel Calil morreu em meados dos anos 50 e sua filha Ana mais ou menos uma década depois.
   Já com a morte de Fellippe Tamy fora construída uma Capela mortuária para a família na sua fazenda de Marimbondo onde repousam os seus restos mortais.
Foram pais de:

2.1 Maria José Tamy, nascida em 1916 falecida em 1991 sempre solteira , mas um auxílio para seus sobrinhos , especialmente para os filhos de sua irmã Maria da Penha , com quem morara por longo tempo;

2.2 Luzia, nascida em 1918 (com geração);

2.3 Maria da Penha Tamy, nascida em 1920, falecida em 1992, casada com Wady Buchaul, com geração na família Buchaul;

2.4 José, nascido em 1922 (com geração);

2.5 Odette, nascida em 1924, casou-se;

2.6 Jorge, nascido em 1926, falecido em 2000, casou-se com Teresa Fiat,  filha de Alya Buchaul Fiat;

2.7 Michel, nascido em 1930, falecido em meados da década de 90, casou-se com Maria Jasbik, filha de Zahié Buchaul Jasbik;

2.8 Georgette, nascida em 1932, falecida em 2004, casada sem geração.

2.9 Bedouanieh, nascida em 1937, casada com geração.

1.4 Chicralla José Tamy, n. 1897, falecido no Brasil, cc. Chaquibe Bulus, não tiveram geração.

 

Nota nº 1:

Mantive muitas grafias de lugares e nomes em francês, pois os documentos que tenho estão todos nessa língua.

Nota nº 2:

Todas as informações sobre esta família foram, gentilmente, enviadas pelo Sr. Doutor Heitor Abdalla Buchaul.

 

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