GENEALOGIA BRASILEIRA
Estado de Minas Gerais - Tiradentes e seus contemporâneos

 

                                                               Lênio Luiz Richa (lenioricha@yahoo.com.br)

 

                                  DR. DIOGO PEREIRA RIBEIRO DE VASCONCELOS

 

5 - ...

4 - Major Jacinto Pereira Ribeiro (avô paterno ou materno), comerciante em Congonhas do Campo, MG. ("A Inconfidência Mineira", de Márcio Jardim, fls. 213/214).

3 - Ana Jacinta da Natividade Ribeiro, n. Porto, Portugal. (A.4.173 e Wikipédia).

2 - Cel. Jerônimo Pereira de Vasconcelos, n. Porto. (A.4.173 e Wikipédia).

               ASCENDENTES DELE

1 - Dr. Diogo Pereira Ribeiro de Vasconcelos, n. 1758, Santo Ildefonso, Comarca do Porto, Portugal, f. 1812, veio com 9 anos para Congonhas do Campo, MG, para viver com o avô Jacinto. Doutorou-se em Direito em 1782, na Universidade de Coimbra, veio em 1783 para Mariana, MG, foi Vereador em Vila Rica, MG, Juiz do crime no Bairro São José, no Rio, historiador e jurisconsulto, existem dúvidas se teria sido um dos inconfidentes, chegou a ser preso e depois liberado. C. 1785, Mariana, com Maria do Carmo de Souza Barradas, dessa cidade, tendo como padrinhos e testemunhas, Tomás Antonio Gonzaga, Francisco Gregório Pires Monteiro Bandeira e Inácio José de Souza Rabelo. Deixou cerca de 14 filhos, dos quais foram encontrados: (A.4.173, HP.70, Wikipédia e "A Inconfidência Mineira", de Márcio Jardim, fls. 213/214, este de pesquisa da amiga, genealogista, Jussara Fernandes Carvalho, de Varginha, MG).
1.1 Jerônimo, o mais velho, n. 1787, b. 1788, na Matriz do Pilar de Ouro Preto (padrinhos: José Pereira Ribeiro e Anna Joaquina de São José), seguiu carreira militar em Portugal, tendo sido Ten. Cel. Ministro da Guerra, Par do Reino, Conselheiro de Estado e Visconde da Ponte da Barca.
1.2 Anna, b. 1790, na mesma Matriz (padrinhos: João de Souza Barradas e Francisca de Souza, residentes em Mariana).
1.3 Jacinta, b. 1792, idem (padrinhos: Manoel José de Oliveira e Maria da Assumpção, residente em Mariana).
1.4 João, b. 1794, idem (padrinhos: José da Costa Ferrão e Anna Jacintha, residente em Congonhas).
1.5 Fernando, formado em História Natural, na Holanda, foi o criador do Jardim Botânico de Ouro Preto.
1.6 Bernardo Pereira de Vasconcelos, foi Juiz e Deputado.
1.7 Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos, foi Magistrado, Senador do Império, Ministro e Conselheiro de Estado, c. 1839, NS da Conceição, Ouro Preto, com Bernarda Malvina de Vasconcellos, f. de João Raimundo Alves Galan e Joanna ... Vasconcellos. (FS).
1.8 Maria do Carmo Pereira de Vasconcelos, b. 1787 (padrinhos: Dr. Ouvidor, Tomás Antonio Gonzaga e D. Jacinta Maria da Fonseca e Silva, sua avó materna), f. 1849, "com 50 anos?", cc. o Alferes de Linha Regular, Filipe Joaquim da Cunha e Castro, f. do Sarg. Mor pago, Felipe José da Cunha, n. Santarém,  e sm. D. Joana Helena Ferreira de Sá e Castro, n. da Freguesia de Sumidouro, MG (padrinho do casamento: Cap. General, Conde de Palma, Dom Francisco de Assis Mascarenhas), com pelo menos:
- Obs.: Esta filha não consta dos autores, foi encontrada no site Family Search, pelo seu 5º neto, o amigo, genealogista, Rodrigo Figueiredo de Vasconcelos (inclusive o casamento e os dois primeiros filhos abaixo, sendo os demais encontrados pelo amigo, genealogista, Claus Rodarte).
2.1 Cel. Francisco Gabriel da Cunha e Castro (4º avô), b. 1812, no Livro VI, da Matriz de NS da Conceição de Antônio Dias, Ouro Preto, MG (padrinho: Dom Francisco de Assis Mascarenhas, Capitão General, Conde de Palma, e não houve madrinha). (FS).
2.2 Diogo Gabriel da Cunha e Castro, n. e b. 1810, cujo batismo está no mesmo livro e Matriz (padrinhos: Diogo Pereira Ribeiro de Vasconcellos e Dona Maria do Carmo Barradas). (FS).
2.3 Diogo (2º do nome), b. 1813, na mesma Matriz (padrinhos: Dr. Diogo Pereira Ribeiro de Vasconcellos e Dona Maria do Carmo Barradas). (FS).
2.4 Manoel, b. 1814, na mesma Matriz (padrinho: Dom Manoel de Portugal e Castro, Capitão General, e não houve madrinha). (FS).
2.5 Maria, b. 1816, na mesma Matriz (padrinhos: Sarg. Mor, José Bento Soares, e Dona Joanna Jacinta de Vasconcellos). (FS).
2.6 Filipe, b. 1817, na mesma Matriz (padrinhos: Ten. Cel. José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, por procuração, e Dona Jacinta Carolina de Vasconcelos). (FS).
2.7 Gabriela, b. 1820, na mesma Matriz (padrinhos: Dr. Bernardo Pereira de Vasconcellos e Dona Izabel Dioguina de Vasconcellos). (FS).
2.8 Carolina, b. 1822, na mesma Matriz (padrinhos: Dr. Cassiano Spiridião de Mello e Mattos e Dona Jacinta Carolina de Vasconcellos), f. 1823. (FS).
2.9 Filipe (2º do nome), b. 1824, na mesma Matriz (padrinhos: Sarg. Mor Antonio Caetano Pinto Coelho da Cunha e Dona Maria do Carmo Barradas (?). (FS).
2.10 Bernardo, b. 1826, na mesma Matriz (padrinhos: Dr. Bernardo Pereira de Vasconcellos e Dona Izabel Dioguina de Vasconcellos). (FS).
2.11 Filipe (3º do nome), b. 1829, na mesma Matriz (padrinhos: Fernando Antonio de Vasconcellos e Dona Jacinta Carolina de Vasconceillos). (FS).

               ASCENDENTES DA ESPOSA

2 - Dr. João de Souza Barradas, de Mariana, MG. (A.4.173).

3 - Jacinta Maria da Fonseca e Silva. (Artigo do amigo, genealogista, José Roberto Nunes de Vasconcelos, no site rootsweb).

                                                  ......................

         Vejamos o que diz o historiador e genealogista Deusdedit Campos, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, em seu livro sobre Dona Joaquina do Pompéu, publicado em 2003, a respeito do Dr. Diogo: (Texto gentilmente enviado pelo autor). 

   "Por ocasião da prisão dos Inconfidentes, o Dr. Diogo foi também preso, no dia 24 de maio, mas comprovando-se não ter nenhuma culpa, foi libertado a 29 de maio daquele ano. Tiradentes foi enforcado a  21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro. 
            O Dr. Diogo Pereira Ribeiro de Vasconcelos escreveu “Breve Descrição Histórica, Física e Geográfica da Capitania de Minas Gerais”.
            Durante muitos anos foi vítima de críticas de outros historiadores. O motivo da crítica era que no Capítulo de seu livro, dedicado a Pessoas Célebres, não citou o nome do Dr. Cláudio Manoel da Costa, de José Alvares Maciel e de Domingos Vidal, todos Inconfidentes.
            Diogo Luiz de Almeida Pereira de  Vasconcellos, um seu descendente, explica no livro “História  Média das Minas Gerais”  que todos aqueles Inconfidentes foram condenados “de Memória Infame”. A Memória Infame correspondia a morte Civil e por isto não poderiam ser lembrados por ninguém sob pena de duros castigos. Como Jurista que era o Dr. Diogo Pereira Ribeiro de Vasconcelos sabia que não poderia contrariar a lei então vigente. Além disto, seu pai e seus irmãos viviam em Portugal ocupando importantes cargos no Governo.
             Em 1789, o Dr. Diogo havia sido convocado para depor na devassa instaurada pelo Visconde de Barbacena, por ocasião da Inconfidência Mineira, da qual foi acusado de ter tomado parte em conversas relativas ao levante que se premeditava. Em seu depoimento, afirmou desconhecer qualquer tentativa de rebelião e atribuiu a prisão de Tiradentes ao fato deste andar espalhando “umas parvoíces, dizendo que queria fazer uma república”.
             Prestou também depoimento na devassa do Rio de Janeiro, instaurada por ordem do então vice-rei D. Luís de Vasconcelos e Sousa, na mesma época.
             Politicamente, o Dr. Diogo foi uma figura polêmica. Realista, governista e colonialista, em 22 de maio de 1792, sendo primeiro vereador da Câmara de Vila Rica e como orador oficial da “Solene Festividade” da comemoração de um mês da execução de Tiradentes, em sessão solene, estando presentes, além do governador e capitão-general Visconde de Barbacena, mais o Bispo Diocesano, oficiais militares, magistrados, funcionários régios e negociantes de grosso e pequeno trato, perante os quais proferiu um longo e eloqüente discurso a favor de D. Maria I, pelo feliz sucesso de se achar desvanecida a pretendida conjuração nesta capitania; o texto é uma verdadeira apologia ao Despotismo Triunfante. Começou ele, entre outras expressões terríveis de menosprezo à memória dos que haviam tomado parte na conjuração, ao definir-se, declarando que “A tolerância é vício, entre nós abominável”. E por isso, referindo-se a Tiradentes, cuja cabeça descarnada, suspensa ao poste da infâmia, se avistava através das janelas da Casa do Paço Municipal, dizia":

            “Um castigo em si terrível, ainda é pequeno para expiar tão atroz delito. Crime horrendo, cujo efeito mostra no centro daquela praça os restos de um pérfido. Mas, deixemos esse desgraçado servir ao exemplo da futura idade, que dele não se lembrará sem formular a idéia da sua ingratidão, de seu opróbio e suplício”.

 

Nota nº 1:

Nesta página tivemos ajuda da amiga, genealogista, Jussara Fernandes Carvalho, de Varginha, MG.

Nota nº 2:

Quanto aos filhos do Dr. Diogo, recebemos também grande ajuda do amigo, genealogista, Claus Rodarte, que pesquisou os livros da Matriz de Ouro Preto.

 

Ir para: Página principal,    Índice Geral,     Região Serrana,    Imigração árabe,    Títulos Perdidos,    Batch Number,     Bibliografia e códigos