GENEALOGIA BRASILEIRA
Estado de Minas Gerais - Tiradentes e seus contemporâneos

 

                                                                                           Lênio Luiz Richa (lenioricha@yahoo.com.br)

 

                                          DR. JOSÉ DE SÁ BITTENCOURT E ACCIOLI

 

7 - Dona Maria Izabel de Bittencourt, lisboeta. (Valdivino).

6 - Capitão de Cavalaria, João Ferreira dos Santos, residente nos Chãos de Ferreira, bispado do Porto, Portugal. (Valdivino).

5 - Luzia Maria de Jesus. (Valdivino).

4 - Domingos Rodrigues dos Santos. (Valdivino).

3 - Dona Francisca Antonia Xavier de Bittencourt e Sá (irmã do Dr. João Ferreira Bittencourt e Sá, Desembargador da Relação e Juiz de Fora, nas décadas de 1750 e 60), casados na aplicação de Santo Antonio de Itacambira (Tocambira), termo de Minas Novas do Fanado. (Colaboração do amigo, genealogista, Valdivino Pereira Ferreira e site "Família, Poder e Mito", de André Luiz Rosa Ribeiro).

2 - Ten. Bernardino Luiz Cardoso Bittencourt (ou Bernardino Rodrigues Cardoso), residente no Sertão da Bahia. (A.5.557 e Valdivino).

               ASCENDENTES DELE

1 - Dr. José de Sá Bittencourt e Accioli (ou José de Sá Bittencourt e Câmara), bacharel em Ciências Naturais, n. 1755, Caeté, MG, onde residia, f. 1828 (ou 1835), na mesma cidade, Maçom, veio aos 13 anos da vila do Rio das Contas, Bahia, onde moravam os seus pais, para estudar e morar com seu tio, Cap. Cipriano Ferreira da Câmara. Sua tia Maria Isabel de Sá Bittencourt teria comprado a sua não condenação por duas arrobas de ouro, voltou à fazenda de seus pais na Vila do Rio de Contas, e dali passaria a Vitória da Conquista, onde, em 1791, tornou-se fazendeiro.  Era amigo do inconfidente José Álvares Maciel, "maçom entusiasta", iniciado em Montpellier, França, de quem foi colega na Universidade de Coimbra, ambos foram alunos do Professor Domingos Vandelli. Tinha 37 anos e era solteiro, à época da Inconfidência, casou depois, com (...), e deixou 11 filhos, entre os quais: (AS.5.557, 560, DD.157, Maç.203/4, SI.74, Site do Senado, e "A Inconfidência Mineira", de Márcio Jardim, fls. 239 a 245, este pesquisado pela amiga, genealogista, Jussara Fernandes Carvalho, de Varginha, MG).

2.1 Carlota Augusta, mãe de: (Informação gentilmente enviada pelo seu descendente Iraldo de Sá Silveira, incluindo a geração abaixo).

3.1 Rufina Aurelina, mãe de:

4.1 Hermelina Aurelina (bisavó do genealogista Iraldo, acima, que a conheceu), cc. "seu primo carnal", Fabrício de Sá Barros, também descendente do inconfidente Dr. José de Sá Bittencourt, acima.

               ASCENDENTES DA ESPOSA

2 - 

3 - 

                                                           IRMÃOS:
 

1.1 Dr. Manuel Ferreira da Câmara Bittencourt Aguiar e Sá, n. e b. 1764, na freguesia de Itacambiruçú, f. 1835 (irmão, e não primo ou cunhado, como também aparece em alguns autores), Intendente Geral das Minas de Diamante de 1810 a 1821, Deputado Geral em 1823, depois Senador de 1827 a 1835.
           Casou com D. Mathildes de Oliveira Meirelles Ferreira da Câmara, com geração na Bahia, onde residia na Comarca de Ilhéus. (Livro "A Inconfidência Mineira", de Márcio Jardim, fls. 239 a 245, pesquisado pela amiga, genealogista, Jussara Fernandes Carvalho, de Varginha, MG, site do Senado, e gentil colaboração do amigo, genealogista, Valdivino, acima, que enviou o registro de batismo do Dr. Manoel).

1.2 Inácio Accioly de Sá, "citado por autores baianos", formou-se na França (talvez em Montpellier), cc. (...). Dois de seus filhos receberam condecorações em 1827, são eles:

2.1 Guilherme Bittencourt de Sá Accioly.

2.2 Carlos Bittencourt de Sá.

1.3 Ana.

1.4 Maria ou Joaquina ...

                                                            E MAIS:


Em 1821, em Sabará MG, foi acordado pelo surto das ondas pela Independência do Brasil, escrevendo entusiasmado ao seu antigo colega José Bonifácio da Andrada e Silva, feito condestável do Império que se criava. Em 1821, portanto antes da proclamação oficial da Independência, remeteu ao "pai da unidade nacional", feito Ministro do Reino e Estrangeiros, pelo intemperado Príncipe Regente, uma "Memória Mineralógica da Comarca de Sabará", como homenagem ao amigo e último apelo ao incentivo para o desenvolvimento da ciência mineralógica do Brasil.
Vale a pena transcrever a carta introdutória, que, parece-nos, a primeira defesa da Inconfidência Mineira, feita por um inconfidente, antes da separação entre o Brasil e Portugal:


"Ilmo. e Exmo.Senhor:
Nem sempre os acontecimentos filosóficos, neste país, haviam de ser criminosos; nem sempre os amantes da razão e da verdade sufocariam em seu seio sentimentos úteis e liberais. O tirano despotismo que, neste país, oprimiu, devastou e destruiu os primeiros alunos desta útil faculdade, embaraçou por muito tempo o seu exercício aos que escaparam de suas fúrias; fez o retardamento de seu progresso e sufocou no berço planos de melhoramentos bem premeditados. Com que mágoa, Exmo. Senhor, me não recordo do infernal governo do déspota Barbacena; e com que não satisfação não vejo agora a V. Exa., o primeiro filósofo do novo mundo, à testa da direção dos negócios públicos, para dar a este ramo da ciência toda atividade neste continente onde a natureza obrou com mão liberal, prodigalizando tudo quanto há de grande, tanto no reino mineral como no vegetal. É agora, Senhor, que sinto o tempo perdido! V.Exa. sabe que, quando deixei a Universidade abrasado de um ardente desejo de ser útil à minha pátria, comprei livros, todos os vasos de vidro próprio para o estabelecimento de um laboratório, todos os reagentes e máquinas que me eram necessários, para pôr em exercício o meu gênio, fazer escolas aos patrícios que dela quisessem se utilizar; e quando lançava os primeiros alicerces de meu edifício, a ambição de um Joaquim Silvério, devedor de muitas contas á Real Fazenda, este malvado tendo ouvido a alguns patrícios idéias mais liberais, achando o meio fácil de pagar o seu  empenho com um relevante serviço, fez denunciar ao Visconde de Barbacena uma próxima sublevação que se tramava pelos mais dignos e eruditos patrícios de Minas Gerais. O Visconde o remete, e manda que faça a mesma denúncia ao sultão Vice Rei Luís de Vasconcelos; o ciúme do despotismo fez dar crédito a esse malvado; e sem mais nenhuma averiguação, se procederam as prisões, as mais cruéis que, até então, se tinham visto em Minas! Efeitos de um governo déspota.
Homens inocentes, nada temiam, mas porque uns diziam que sabiam fundir o ferro; outros, que era da sua arte a manipulação do salitre e o fabrico da pólvora, operações das suas faculdades; foram logo suspeitos de inconfidência. José Álvares Maciel, acabrunhado em cruel degredo, e outros muitos. Eu perseguido até a Bahia, onde por denúncia do Visconde, só porque dele não me despedi quando, depois de fechada a Devassa e por negócios de família me retirei para a Bahia. E por ordem da Alçada, lá fui recolhido 60 dias em um segredo; conduzido, como réu de lesa magestade, para ser sentenciado pelo Tribunal da Alçada, onde a força da inocência e a presença de meu espírito pôde triunfar dos sofismas, sarcasmos e círculos viciosos do presidente que me fazia perguntas. E saindo a salvo, temendo novas perseguições do déspota meu denunciante, voltei para a Bahia, onde residi muitos anos não dando exercício algum à minha faculdade, nem querendo mesmo ser por ela conhecido, uma vez que era crime o apelido de naturalista. Por esta razão, relevará V.Exa. algumas faltas que houverem na Memória, que espero as desculpe, ficando V.Exa. persuadido dos bons desejos que tenho de ser útil nos restos de minha vida à Pátria.
Sou de V. Exa. muito respeitador, um colega amante da verdade.
José de Sá Bittencourt.

("A Inconfidência Mineira", de Márcio Jardim, fls. 243/244, por gentileza da amiga Jussara).

 

Nota nº 1:

Morou também na casa da viúva do seu tio, o Cap. Mor Domingos da Rocha, em Caeté?. (A.5.559).

Nota nº 2:

Para esta página recebemos muitas e importantes colaborações dos amigos, genealogistas, Jussara Fernandes Carvalho, de Varginha, MG, e Valdivino Pereira Ferreira, autor do livro "Genealogia Norte Mineira", o que muito agradecemos.

 

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