GENEALOGIA BRASILEIRA
Estado de São Paulo - Os Títulos Perdidos

 

                              Lênio Luiz Richa (lenioricha@yahoo.com.br)

 

 

                                                 PIMENTÉIS MORAES 

 

                                                           N. 1 

     - Governador Francisco de Castro Moraes, irmão do Nº 2, Governador do RJ de 1710 a 1713, já exercera o cargo interinamente em 1699. Na invasão dos franceses em 1711 aceitou condições de rendição consideradas pouco honrosas. Consta ter sido degredado para a Índia, o que provavelmente explica porque ainda não encontramos qualquer descendente seu no Brasil. (Barsa.1.378 e CidRJ.130/1). 

                                                           N. 2 

     - Mestre de Campo Gregório de Castro Moraes, que Taques manda para este Título, n. 1662, f. 1710/11 (ou 1720), quando os franceses invadiram o RJ, em 1704 e 1709 fez parte de juntas que substituíram Governadores do Rio de Janeiro, c. 1677, com Joana Veloso de Moraes.
        Foi f. de outro Gregório de Castro Moraes, constante do Título Pimentéis Moraes, da Pedatura Lusitana, Tomo 6, Vol. 2, fls. 159, cc. Francisca da Rocha Pita, np. de outro ainda do mesmo nome e Catarina Veloso Teixeira, com pelo menos: (2.272, CidRJ.130/1, DV.2.63, FS, GP.2.99 e SL.9.15). 

                                                     CAPÍTULO 1º 

     1 - 2. Matias de Castro Moraes, Cel. de Cavalaria do Rio de Janeiro, Fidalgo da Casa Real, c. por volta de 1720, Rio, RJ, com Maria de Andrada Souto Maior, n. por volta de 1700, f. de José de Andrada Souto Maior, n. RJ, onde vivia em 1746, senhor da Casa de Jericinó, e Ana de Araujo e Andrada (em Rendons), com 2 filhos: (2.272, CR.1.92, FS e SL.9.15). 

                                                     Parágrafo 1º 

     2 - 1. José de Moraes Castro Pimentel, n. por volta de 1721, f. solteiro, indo de Paracatu para a Bahia, onde foi sepultado na igreja do Mosteiro de São Bento, s.ger. (2.272, CR.1.92 e SL.9.15). 

                                                     Parágrafo 2º 

     2 - 2. Cel. Gregório de Moraes Castro Pimentel, n. por volta de 1725, Ajudante de Infantaria de um dos Regimentos do RJ, dono da Fazenda Bangu da década de 1750 até 1777, ajustado para cc. sua prima-irmã, Joana de Miranda, f. de Francisco Fernando Camelo Pinto de Miranda e Ana de Alarcão e Luna (em Rendons), pai de: (2.273, CR.1.92, SL.9.15, PL.4.1.297, 5.2.96 e 393).

     3 - 1. Sarg. Mor José Correia de Castro, era dono da Fazenda Bangu em 1794.

     3 - 2. Ana Francisca de Castro Moraes e Miranda, conhecida como Ana Bangu, já f. 1811, que herdou a fazenda do pai, a qual já detinha em 1797, "muito apreciada pela família real portuguesa recém-chegada, o Príncipe Regente pernoitava em sua fazenda e lhe concedia favores, como um sobejo de sesmaria em Campo Grande", cc. o Sarg. Mor José Correia de Castro Moraes Doutel e, 2ª vez, com o Sarg. Mor Manuel Joachim de Soiza, que foi seu "herdeiro por cabeça de casal", no processo de 1811, e desde 1813, como seu viúvo, era o testamenteiro, administrador dos bens, tutor do seu filho Gregório, e ainda vivia em 1821, com pelo menos: (Processo de 1811, sobre a propriedade da Sesmaria do Campo Grande, no Rio, gentilmente enviado pela Sra. Leila Vilela, de Teresópolis, RJ, tese do Dr. Francisco Javier Muller Galdames, à Universidade Federal Fluminense, e o trabalho Engenhocas da moral, uma leitura sobre a dinâmica agrária tradicional, de Manoela da Silva Pedroza, Campinas, 2008, on-line).
- Obs.: 1) Aqui são necessárias mais pesquisas, ela é citada também como possível nora ou neta do Cel. Gregório; 2) Manuel Joachim de Soiza era tio de Ildefonso Caldeira de Oliveira, também citado no processo, a quem foi concedida primeiramente a sesmaria, que depois foi transmitida por "declaração de última vontade", a Gregório de Castro e Moraes, nº 4-1, abaixo.

    4 - 1. Cap. Gregório de Castro Moraes e Souza (depois Sarg. Mor?), f. 1864, Rio, 1º Barão de Piraquara, Comendador e Vereador, devia ser ainda criança no processo de 1811, já que foi tutelado pelo seu pai. (Almanaque RJ.1827.241 e site "Nobreza Brasileira de A a Z").

     4 - 2. Manoel Inácio de Moraes Mesquita Pimentel (hipótese), Brigadeiro do Estado Maior do Exército, provavelmente o do mesmo nome que em 1817 foi nomeado, no Rio, Comandante da Ilha de Fernando Noronha, em Pernambuco. (Almanaque RJ.1827.214 e "Documentos Manuscritos Avulsos da Capitania de Pernambuco", este on-line).

     5 - 1. Augusto Frederico de Moraes Mesquita Pimentel (hipótese, que poderia ser filho ou neto), n. RJ, funcionário público, f. 1934, com testamento, aos 84 anos, na 5ª Circunscrição do Rio de Janeiro, onde era morador à Rua Gal. Dionísio, cc. Heduviges Carlota Mesquita, f. de Manoel Fortunato de Moraes, deixando duas filhas maiores. (Ajuda dos amigos, genealogistas, André Ricardo Teixeira Neto e Ricardo R.P.G. Lobo, que pesquisaram no site Family Search Pilot).

                                                     CAPÍTULO 2º 

     1 - 2. Gregório de Castro Moraes (hipótese), que pode ser o mesmo do Cap. 1º, Par. 2º, acima, teve com Teresa Narcisa de Jesus e Araujo, n. por volta de 1727, f. de Francisco de Araujo de Abreu e Josefa Maria de Abreu Rangel, a filha: (CR.1.131).

                                                     Parágrafo 1º

     2 - 1.  Maria, n. Campo Grande, Rio, b. 1750.

                                                     CAPÍTULO 3º 

     1 - 3. Diogo de Moraes e Castro (hipótese), cc. Caetana Maria, com pelo menos: (CR.2.526).

                                                     Parágrafo 1º 

     2 - 1. Josefa de Moraes e Castro, c. Rio, 1747, com Francisco de Mariz Coelho, npv. 1725, Rio, f. do Cap. Agostinho de Mariz Coelho e Inácia Pereira Azedias, dos quais talvez descenda: (CR.2.526).

     3 - 1. José Pinto de Moraes Coutinho (hipótese), negociante na Rua do Rosário. (Almanaque do RJ, de 1827, fls. 192). 

                                                     CAPÍTULO 4º

     1 - 4. Francisco Xavier de Castro Moraes (hipótese), c. por volta de 1706, com Guiomar de Brito, b. Rio, 1686, f. do Mestre de Campo Martinho Correia Vasques, b. Rio, 1627, Governador interino em 1696 (sendo substituído por Francisco de Castro Moraes, N. 1, e participante das juntas que governaram o RJ em 1704 e 1709, juntamente com Gregório de Castro Moraes, N. 2, acima, e com o Bispo D. Francisco de São Jerônimo), e Guiomar de Brito, de Lisboa, nm. do Cap. Luiz de Brito e Guiomar de Brito. (CR.1.376, DV.2.63 e CidRJ.130). 

                                                     CAPÍTULO 5º 

     1 - 5. Cap. José Pimentel de Castro (hipótese), cc. Ma... de Oliveira, pais de pelo menos: (CR.1.268). 

                                                     Parágrafo 1º

     2 - 1. Cap. João Peres de Oliveira, n. por volta de 1714, São Gonçalo, RJ, cc. Joana Correia e, enviuvando, c. 1744, com Ana Maria de Jesus, b. Rio, 1718 (1º marido), f. de José Correia da Câmara e Inês Peçanha. (CR.1.268). 

 

Nota nº 1:

Para este título conseguimos poucas informações, assim, elaboramos apenas um rascunho para ser trabalhado, com a ajuda dos amigos genealogistas.

Nota nº 2:

Esta família mereceu também um título na Pedatura Lusitana, de Alão de Morais, cujos volume e página esqueci de anotar, onde aparecem pessoas com alguns dos mesmos nomes acima, do qual o título de Taques deveria ser, provavelmente, uma continuação no Brasil. 

 

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